sábado, 31 de janeiro de 2026

DUAS CONSTITUÇÕES

 

 

A articulação do povo de Israel,

Promulgada para que fosse fiel,

Ocorreu, no alto da montanha,

Como ordem da divina façanha.

 

Monte a denotar aproximação,

Sinal da humano-divina relação,

Anunciou sobre o povo uma Lei,

Para ser seguida por aquela grei.

 

Um apurado código ético-moral,

Apontava vida sem oposição rival,

Com observância das dez regras,

Para vidas abençoadas e íntegras.

 

Erro cultural eivou o bom código,

E o mesclou de interesse pródigo,

Para inverter noção do bom Deus,

A favor de interesses bem fariseus.

 

A sutil malandragem e esperteza,

Dizia que Deus gostava da riqueza,

Sob teologização da prosperidade,

Que justificava toda arbitrariedade.

 

Muitos filhos e riqueza abundante,

Sinais da bênção do deus elegante,

Permitia julgar e condenar o pobre,

Como um castigado do Deus nobre.

 

Instaurou-se corrupção espoliadora,

Com propalada falácia enganadora,

Para afirmar a pobreza, causa divina,

Como uma prática pecadora e sovina.

 

Ocultada usurpação empobrecedora,

Humilhava de forma constrangedora,

Porquanto, toda a retribuição divina,

Abençoava bons de forma cristalina.

 

Jesus Cristo também subiu no monte,

Chamou o povo para novo vergonte,

E promulgou uma nova constituição,

Para aquela empobrecida multidão.

 

Não estavam ali lideranças israelitas,

Mas os rejeitados sem vestes bonitas,

Vítimas das pessoas ricas abençoadas,

Classistas por expropriações causadas.

 

Jesus felicitou aquela grande multidão,

Resto sobrante da famigerada ambição,

Disse ser feliz por ser pobre de espírito,

Pois queria ardentemente sair do aflito.

 

 

Poderiam ser valiosos artesãos de paz,

Portadores de misericórdia que apraz,

E seu senso de muito sofrer por justiça,

Os levaria a Reino sem doentia cobiça.

 

Bem-aventuranças, a nova constituição,

Sem autoridades na pobre promulgação,

Era um programa edificante para a vida,

De quem vivia sem religião enternecida.

 

Pobres de espírito, admitiam algo novo,

Eram portadores humildes do renovo,

Seres piedosos, íntegros e respeitosos,

Perante o sistema perverso de raivosos.

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

POBRES E POBRES

 

 

Nas atribuições de suas causas,

E as inércias de suas diapausas,

Tendem a ser sempre culpados,

Por serem vadios e malcriados.

 

O que ninguém gosta de ouvir,

Relativo ao seu modo de existir:

Que são um reverso da moeda,

Com a cara do rico da alameda.

 

A herança bíblica muito antiga,

Via a Deus como pessoa amiga,

Da pessoa rica, bem afortunada,

Com muitos filhos em disparada.

 

Significava bênção e larga graça,

Para o ideal humano de trapaça,

Que desprezava e culpava pobre,

Já incriminado por não ser nobre.

 

Toda suposta bênção da riqueza,

Constituía uma ardilosa sutileza,

Para espoliar e oprimir os pobres,

Como meros e precários alfobres.

 

Malfadados pela visível impiedade,

Dependiam da bondosa sociedade,

Tornada rica por uma bênção divina,

Para ser exemplo à pobreza cretina.

 

Os profetas inverteram sua análise,

E viram na riqueza uma metanálise,

De operários iludidos e explorados,

Vítimas dos ricos mal intencionados.

 

A coorte com os seus enriquecidos,

Seria derrotada e, os ricos, vencidos,

Convidados para urgente conversão,

Pois seriam escravos em outra nação.

 

Este povo humilde, um resto de Israel,

Que ainda estava aberto ao Deus fiel,

Portava um sentimento comunitário,

Reto e justo, longe do rico temerário.

 

O pobre, na sua crassa insegurança,

Apostava em Deus a sua confiança,

No humilde senso religioso interior,

Para nível de coexistência superior.

 

Uma preferência de Deus pelo pobre,

Não soava como apelo contra nobre,

Mas, preconizava necessária justiça,

Contra farsa da mal-explicada cobiça.

 

CAPETA CATEGÓRICO

 


Com tantas e variadas atribuições,

Ao desagregador de boas relações,

Acrescento-lhes mais outro indício,

Da sua ação que causa o estrupício.

 

O lugar privilegiado da sua estadia,

Fica na mente religiosa toda vazia,

De quem amplia poder na rigidez,

Apesar da incoerência na sensatez.

 

O poder de ditar coisas categóricas,

Nada simbólicas e nem metafóricas,

Mas, objetivas, verídicas e absolutas,

Agrada muito a pias almas recolutas.

 

Dizer-lhes o único, totalmente certo,

Sobre Deus, ante mundo tão incerto,

Acalma e sereniza, na alma inquieta,

Toda e qualquer dúvida que a afeta.

 

A voz capeta, confortável e cômoda,

Veiculada pela sabedoria omnímoda,

De lideranças religiosas neofascistas,

Indica submissão a ditames classistas.

  

Bons do falso essencialismo religioso,

Captam o miolo do deus prodigioso,

Em seu nome antecipam todo gozo,

Isento de qualquer efeito tenebroso.

 

A rigidez para cumprir a ordem certa,

Assegura a segurança na hora incerta,

Para ficar toda vida atrelado ao guru,

Do pressuposto iluminado, um jururu.

 

No mandonismo de leis categóricas,

Procedente de meras falas retóricas,

De um suposto guia das multidões,

Segue atuando o capeta das ilusões.

 

Age como o calmante instantâneo,

Para aliviar um medo consentâneo,

De ter que buscar nos tateios da fé,

E oferta solução do metido a pagé.

 

O capeta categórico exerce a magia,

De constituir-se no mais seguro guia,

Que deixa pessoa acuada e espoliada,

Em nome duma regra muito sagrada.

 

Assim um teólogo auto-proclamado,

Alarga seu poder e um vasto legado,

Como o capeta de ordens estúpidas,

E, especialista nas enleações lépidas.

 

Consegue levas de fiéis seguidores,

E aumenta fanáticos proclamadores,

De regras rígidas, exatas e imutáveis,

Dos fiéis, seus seguidores inabaláveis.

 

 

 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

ASSOMBRO SOB LUZES DESCONVERGENTES

 

 

Longe de apostar no genuíno humano,

Para reanimar seres vítimas do insano,

Luzes mais brilhantes são de assombro,

Diante da iminência de muito escombro.

 

O efeito político da luz desconvergente,

Gera ampliação de gente descontente,

Que já não vê mais o amparo do Estado,

Nem papel de aliviar mundo atribulado.

 

O Estado tornou-se frágil subserviente,

Dum ambicioso e poderoso presidente,

Que fanatizado pelo seu nacionalismo,

Quer mundializar o caduco liberalismo.

 

Sabe teologizar a sua política de poder,

Como se Deus admirasse seu proceder,

A criar classes de imensa desigualdade,

Para o pleno êxito da sua nacionalidade.

 

Sob crença da sua força sobre-humana,

Deus do exército lhe dá força soberana,

Para instaurar vasta violência planetária,

Por simples razão ambiciosa e temerária.

 

Quer juntar o maior acúmulo financeiro,

Com rapinagem do processo trapaceiro,

E poder firmar domínio total e absoluto,

Neste planeta do seu desejado atributo.

 

Com procedimento todo destrambelhado,

Quer reverência do Deus de bom legado,

E crê que sua única limitação é seu limite,

Para impor como lei absoluta seu palpite.

 

Ao sentir a redução dos seus adoradores,

Que relegam o dólar e seus altos alvores,

Vê que desejam um Deus de humanidade,

Para derrotar a sua egóica arbitrariedade.

 

Ao pensar mundo pela sua subjetividade,

Torna-se um ícone de péssima qualidade,

Um dragão simbólico que degrada a vida,

E a cada dia mais deixa-a toda escafedida.

 

Se a humanidade evolui a lentos passos,

Seus procedimentos tão vis e devassos,

Focam retrocesso na humana pluralidade,

Sem luzes de amparo para a humanidade.

 

Tanto cego fanatizado por nacionalismo,

Da fachada do superado neofeudalismo,

Ainda fica fascinado pelo poderoso chefe,

Que adaptou ação do estado a seu blefe.

 

Com tantos clarões de desejos gloriosos,

Veiculados como os credíveis e airosos,

Esconde-se na sombra dos fachos de luz,

Toda a ideologia traiçoeira que os seduz.

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

PESCA DE PESSOAS, OU DE HUMANIDADE?

 

 

Os primeiros convidados de Jesus,

Na beira da praia, sentiram a luz,

De um convite para mudar a lida,

Da sua perigosa e arriscada vida.

 

Convidados a pescar o humano,

Virtualidade no meio do insano,

Acolheram o treino para captar,

O que rostos poderiam denotar.

 

Percepção da essência humana,

No grito da atenção que irmana,

Reavivava o ardor nas pessoas,

E as deixava acolhedoras e boas.

 

Se rotineira pesca do pão diário,

Não acalentava um bom ideário,

A saída deste rotineiro cotidiano,

Apontava para agir menos tirano.

 

Deixar-se eivar pelos bons alentos,

De encontrar além dos sofrimentos,

A sublimidade da bondade humana,

Entusiasmava mais que pesca afana.

 

Um cotidiano sem sonhos maiores,

Da pesca no mar de poucos alvores,

Indicava objetiva pobreza existencial,

Naquela sociedade injusta e desigual.

 

Convocação à nova forma de pescar,

Consistia na ação de fazer despertar,

O melhor que existia em cada sujeito,

Para enriquecer o convívio satisfeito.

 

Convocação para esta nova pescaria,

Visava libertação da humana tirania,

Dum poder insensível e explorador,

Do mais genuíno e humano pendor.

 

Captar o humano no coração ferido,

Sem submetê-lo a um ódio bandido,

Aponta para a luz forte e irradiante,

Para convivência sem arma acirrante.

 

 

 

sábado, 24 de janeiro de 2026

SIMPATIAS E PREFERÊNCIAS

 


Fã-clubes em torno de líderes religiosos,

Criam sectarismos dos mais fervorosos,

E brigam como os amoucos fascinados,

Para alargar a fama de seus admirados.

 

Seguem precipuamente seus simpáticos,

E consideram os demais como apáticos,

Sobretudo os que são menos imagéticos,

E já não emitem gritos e gestos patéticos.

 

Paulo apóstolo fundou uma comunidade,

Em Corinto, a multicultural e rica cidade,

E foi residir em Éfeso, outra metrópole,

Da romana Ásia, uma grande acrópole.

 

Ao receber visita de amigos de Corinto,

Quis saber o que por lá estava distinto:

Teve que ouvir com muito desconforto,

Muitas meias palavras no seu absorto.

 

Disseram que a comunidade seguia mal,

Com vasta discórdia e muito grupo rival,

E com partidarismo em torno de nomes,

Que em nada os elevavam nos renomes.

 

Cada grupo defendia o seu simpatizado,

Fechado com o seu líder translumbrado,

Ignorava outros sem acolher sua palavra,

E sob as críticas de repercussão macabra.

 

Reinava a inveja com o farto caciquismo,

De nefasto e imoral jogo de carreirismo,

E Paulo, já estarrecido com a informação,

Solicitou ao secretário imediata redação.

 

Mandou-o escrever carta para informar,

Que apóstolo não era dono para mandar,

Mas, humilde servo para servir e edificar,

E menos ainda salvador para tudo ajeitar.

 

Salvador, somente Cristo Jesus anunciado,

Sem pretendente egoísta a ser venerado,

Com a imposição da sua própria vontade,

Para bagunçar tudo naquela comunidade.

 

Eventual infeliz semelhança na atualidade,

A repetir situação similar na comunidade,

Merece perspicaz foco na causa da divisão,

Para adotar no jeito de Cristo outra noção.

 

A ação efetiva sobre a causa da desunião,

Fez de Paulo exemplo coerente de cristão,

Sem deixar correr o desvio no discipulado,

De quem apontou outro modo de reinado.

 

 

 

 

LUZ NAS TREVAS SOMBRIAS

 

 

Isaías no ano 732 antes de Cristo,

Sonhava com a luz no imprevisto,

Pois, Galiléia invadida por Assíria,

Vivia sob uma cruel onda martíria.

 

Na ausência de regras do invasor,

Matava-se com tirania e o terror,

Indicava total ausência de ajuda,

Mesmo se fosse discreta e miúda.

 

Isaías, no entanto, antevia a reação,

De Israel contra a perversa invasão,

E sonhava com a derrota da Assíria,

Para livrar o povo da cruel penúria.

 

Desejava elevar o ânimo em queda,

Com a imagem duma luz na vereda,

A expandir nas trevas da escuridão,

A ação efetiva para uma libertação.

 

Somente três décadas mais tarde,

Rei Sedecias venceu ação covarde,

Para que a sonhada luz nas trevas,

Pudesse brilhar sem atos malevas.

 

No entanto, sob ódio impregnado,

Maldades alastradas por todo lado,

Ampliavam violências e crueldades,

E opressões internas, às saciedades.

 

Estas tribos de Neftali e de Zabulão,

Marcadas por intensa miscigenação,

Sofriam irônico desprezo dos judeus,

Por estrago na raça pura dos hebreus.

 

Tidos, pejorativamente como pagãos,

Impuros sob os espíritos dos dragões,

Eram relegados e bem discriminados,

Sem um direito aos espaços sagrados.

 

Jesus, ao iniciar a ação humanitária,

Com discípulos na ação comunitária,

Brilhou naquela histórica escuridão,

Como a luz do caminho de redenção.

 

Iniciou a vida pública nesta Galiléia,

Vivendo a condição humana plebeia,

E lhe anunciou a notícia da boa nova,

Do reino de Deus, que a vida renova.

 

A luz do seu jeito clareou a escuridão,

Velho sonho para pobre aglomeração,

Mediante a conversão para nova vida,

Sem aquela velha maldade enrustida.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

ESTRATÉGIA PARA SUPERIORIDADE

 

 

Sonho de integrar a elite superior,

Ajuda esquecer a pobreza inferior,

E a fome de acumulação fantástica,

Alarga força de atuação na política.

 

Tentação de intervir na lida política,

Faz bancar o político na geopolítica,

Para sempre beneficiar o interesse,

Do sujeito rico no status de finesse.

 

Do efeito da comunicação midiática,

Mentaliza a aceitação de sua tática,

E amplia seu poder sobre as mídias,

Para a defesa e elogio das perfídias.

 

Nada importa o disparo do abismo,

Das multidões pobres, no cinismo,

Mas, riqueza ascendente e vistosa,

Assegura a força política poderosa.

 

Desconsidera ordem internacional,

E sobre ela faz cocô do seu tribunal,

Porque a sua ação intervencionista,

Não permite uma reação pessimista.

 

Seu poder delimitado à moralidade,

Fornece-lhe a subjetiva autoridade,

Para ser, a cada dia, mais coercitivo,

Sob a diplomacia mafiosa de lenitivo.

 

A prática de extorsões e chantagens,

E de acordos pessoais para miragens,

Faz dele genocida perverso e abusivo,

O neofascista estratégico e corrosivo.

 

Nada lhe importa desastre econômico,

Mas pega no intervencionismo cômico,

Tudo o que representa ouro e petróleo,

Para seu processo acumulador miróleo.

 

Consegue o efeito de transnacionalizar,

A rede criminosa de tudo comercializar,

Na inusitada megacorrupção do Estado,

Para sentir-se onipotente por todo lado.

 

Distorce fatos, e, manipula seus dados,

Facilita a ampliação dos vastos legados,

Na força bruta e destruidora do exército,

Com ações ilícitas de julgamento tácito.

 

Impede a rebeldia contra sua corrupção,

E tal recurso legitima e garante a gestão,

Para ser, todo dia, apreciado e lembrado,

Como o magnata do globalizado reinado.

 

 

 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

FORÇA BRUTA

 


Delírios paranoicos viram desejos,

E se tornam insinuantes cortejos,

Do chefão que se pensa ser dono,

Para agir no despeito e abandono.

 

Interpreta tudo à luz das ambições,

E sente-se muito acima das nações,

Para ignorar as regras estabelecidas,

E, abocanhar  benesses imerecidas.

 

Mortal tanto quanto outros mortais,

Age sobre pessoas de formas brutais,

E antecipa hora natural de suas vidas,

Para sumirem da Terra com suas lidas.

 

Torna-os iguais pelo silêncio imposto,

Porque mortos não causam desgosto,

E só tolera súditos para imortalizar-se,

Acreditando, com armas, perpetuar-se.

 

Adora e endeusa sua própria coragem,

E pressupõe que a liberdade selvagem,

Das suas leis férreas de força e poder,

Assegurem seu governo de superpoder.

 

Explicita possessivo e mórbido desejo,

Afetando os humanos em seu bom ejo,

E, ameaça, domina, destrói e aterroriza,

Tudo o que em sua tagarelice demoniza.

 

Deixa no ar séria questão desafiadora:

Poderia a força de amar ser redentora,

Perante a lei de ato bruto e destruidor,

De governante que se acha superior?

 

 

 

 

LUZ

 

 

Energia radiante, tão cotidiana,

Advinda de fonte que promana,

A emissão eletromagnética vital,

Imagem daquilo que é essencial.

 

Pode simbolizar vida e salvação,

A irradiar felicidade à exaustão,

Mas, também, a contraposição,

À conotação de treva, escuridão.

 

Luz remete ao sol ou ao Criador,

O horizonte acessível e inovador,

Que indica o brilho sobre a Terra,

A apontar saída que desemperra.

 

A imagem bíblica de luz sem treva,

Provinda do Criador, a segura greva;

Para sair do pecado e tornar-se luz,

Configura modo como Deus conduz.

 

O ascender na qualidade humana,

Para fruir luz divina que promana,

Requer a redução da obscuridade,

Para proceder na divina claridade.

 

A associação de trevas ao pecado,

Apelo à opção por luz do cuidado,

Constituía processo de conversão,

Advinda da cristológica pregação.

 

Respeitoso convite à opção por luz,

Para aproximar-se do jeito de Jesus,

Constituía o apelo contra opressão,

A imagem viva da efetiva escuridão.

 

Se muitos querem andar no escuro,

Já sem boas perspectivas de futuro,

A vetusta imagem, associada à luz,

Ainda desperta um lume que reluz.

 

Se muita gente apenas jaz na treva,

Ajudar a libertar do que a entrava,

Brilha como o lume que dá sentido,

E deixa a vida em rol mais colorido.

 

 

 

 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

SOPRO DE BOM ESPÍRITO

 


Muitas e variadas associações,

Da hermenêutica de boas ações,

Do agir divino do Deus de amor,

Valiam-se de alegorias de primor.

 

Ação, movimento e dinamismo,

Sob imagens do efetivo realismo,

Visavam expressar que Deus agiu,

E na condição humana interagiu.

 

Quando tanto se anela por sopro,

Que produza o benéfico escopro,

Quer-se efeito alegre e generoso,

Sem mediocridade de ambicioso.

 

Pregação fanática sobre Espírito,

Do dedo em riste com forte grito,

Expõe supostos donos de discurso,

No alardear do seu próprio incurso.

 

Apregoam mirabolantes poderes,

Submetem com sádicos prazeres,

À subserviência do que mandam,

E ilusão do poder que dispensam.

 

Repetir trágico exercício do poder,

Com a visão fatalista para se viver,

Fica longe da proposta do Evangelho,

E até de hierofanias de tempo velho.

 

O Espírito de Deus certamente lateja,

No clamor do entorno da bela Igreja,

E nada próximo dos arautos ciosos,

Que se colocam a si como preciosos.

 

Se o coração do tempo está arfante,

Atrelado ao ser humano mandante,

Não carece fé de espírito medíocre,

Que centraliza previsão de massacre.

 

Perscrutar por onde o Espírito desce,

Induz ao agir de Cristo que enaltece,

O modo de agir, com ações inovadas,

Para achar brasa sob cinzas apagadas.

 

Com um revigorado sopro pela vida,

A situação humana já tão combalida,

Não merece Espírito Santo de cerco,

Mas, o modo bom de ser cristicerco.

 

 

 

<center>GUERRA POR PODER</center>

    Desejo de exercer influência, Sobre uma vasta congruência, Transforma relações afetivas, Em odiosa luta de invectivas.   N...