A articulação do povo de Israel,
Promulgada para que fosse fiel,
Ocorreu, no alto da montanha,
Como ordem da divina façanha.
Monte a denotar aproximação,
Sinal da humano-divina relação,
Anunciou sobre o povo uma Lei,
Para ser seguida por aquela grei.
Um apurado código ético-moral,
Apontava vida sem oposição rival,
Com observância das dez regras,
Para vidas abençoadas e íntegras.
Erro cultural eivou o bom código,
E o mesclou de interesse pródigo,
Para inverter noção do bom Deus,
A favor de interesses bem fariseus.
A sutil malandragem e esperteza,
Dizia que Deus gostava da riqueza,
Sob teologização da prosperidade,
Que justificava toda arbitrariedade.
Muitos filhos e riqueza abundante,
Sinais da bênção do deus elegante,
Permitia julgar e condenar o pobre,
Como um castigado do Deus nobre.
Instaurou-se corrupção espoliadora,
Com propalada falácia enganadora,
Para afirmar a pobreza, causa divina,
Como uma prática pecadora e sovina.
Ocultada usurpação empobrecedora,
Humilhava de forma constrangedora,
Porquanto, toda a retribuição divina,
Abençoava bons de forma cristalina.
Jesus Cristo também subiu no monte,
Chamou o povo para novo vergonte,
E promulgou uma nova constituição,
Para aquela empobrecida multidão.
Não estavam ali lideranças
israelitas,
Mas os rejeitados sem vestes bonitas,
Vítimas das pessoas ricas abençoadas,
Classistas por expropriações
causadas.
Jesus felicitou aquela grande
multidão,
Resto sobrante da famigerada ambição,
Disse ser feliz por ser pobre de
espírito,
Pois queria ardentemente sair do
aflito.
Poderiam ser valiosos artesãos de
paz,
Portadores de misericórdia que apraz,
E seu senso de muito sofrer por
justiça,
Os levaria a Reino sem doentia
cobiça.
Bem-aventuranças, a nova
constituição,
Sem autoridades na pobre promulgação,
Era um programa edificante para a
vida,
De quem vivia sem religião
enternecida.
Pobres de espírito, admitiam algo
novo,
Eram portadores humildes do renovo,
Seres piedosos, íntegros e
respeitosos,
Perante o sistema perverso de
raivosos.