terça-feira, 13 de janeiro de 2026

NOVA LEI DA SELVA

 

 

Esquecido o orgulho evolucionista,

Rege o vetusto modo de conquista,

No qual, qualquer fantasia justifica,

A ordem radical a partir de rubrica.

 

Nenhuma eventual defesa a acusado,

Mas, todo direito sobre o condenado,

Com o seu referencial de leis e regras,

Até o mundial, como as meras jegras.

 

Os alaridos dos super-heróis canibais,

Veiculados como vozes excepcionais,

Viram vistosas manchetes diuturnas,

Apesar das informações tão soturnas.

 

Embora todo discurso fala em salvar,

Nada importa o quanto devam matar,

Para que os altos sucessos desejados,

Alarguem poder para todos os lados.

 

Qualquer pretexto vira pressuposto,

Para abocanhar o que alarga o gosto,

Do avanço científico das armas letais,

Contra os humanos, em sortes fatais.

 

A conquista visa mais que o petróleo,

E do que paira sob belo céu cerúleo,

Mas quer um totalitarismo político,

Cultural, emocional e todo acrítico.

 

Roedores agressivos como castores,

Deglutem como ferozes predadores,

Valores da boa convivência humana,

E fazem da guerra uma deusa insana.

 

Não esperam por eventuais ataques,

Pois, antecipam violentos achaques,

Invadem para esnobar superioridade,

E criam povo submisso na sociedade.

 

Adoram armas com venerado fervor,

E nada lhes importa o efeito sofredor,

Dos que perdem seus entes queridos,

E já escravos, a eles ficam submetidos.

 

No uso indiscriminado da violência,

Avançam sobre países sem decência,

Para espoliar e sugar até a exaustão,

O quanto cai na vista da sua ambição.

 

Já feitos bárbaros frívolos e brutais,

Apenas pensam em inimigos e rivais,

E locupletar com sua rala destruição,

Uma vitória do seu ego em expansão.

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O BANDALHEIRO VALENTE

 


Afamado por ser prepotente,

Fica a cada dia mais contente,

Eufórico no sucesso absoluto,

Como o bandalheiro impoluto.

 

Sem restrição séria a seu agir,

Valida o seu jeito de interferir,

E se homenageia pelo sucesso,

Do seu amplo poder expresso.

 

Sente suporte do seu partido,

E adora o resto todo dividido,

Pois, saquear recursos alheios,

Depende só dos seus meneios.

 

Laureado por afoitos similares,

Venera espertos atos militares,

Para justificar êxito da sua sina,

Mesmo sob a invasão assassina.

 

Como o velho império romano,

Exerce incólume o poder tirano,

De estabelecer a paz pela força,

Que o seu ávido poder remoça.

 

 

Sente-se um augusto na Terra,

Quer possuir tudo até finisterra,

Como um excelso rei mandante,

Sem eventual desafiador gigante.

 

Proclama-se MAGA do planeta,

Só não vê, nem sente a muleta,

Do seu porte elevado e vistoso,

Ceifá-lo em tombo estrondoso.

 

Humanos declarados augustos,

Longe dos sentimentos justos,

Não duram tempo prolongado,

E, fracos assumem seu legado.

 

Como tanto outro bandalheiro,

No seu ar superior e altaneiro,

Elimina humanos na frivolidade,

Mas, vai morrer sem majestade.

ABSURDO HUMANO

 



Extraordinário na capacidade,

E profícuo na generatividade,

O humano torna-se ambíguo,

E age mostrando juízo exíguo.

 

Sob vontade não temperada,

Para convivência respeitada,

Age com o ambicioso desejo,

E move-se para muito pelejo.

 

Sentir-se forte sobre o rival,

Faz engolir lei institucional:

Sem freio a travar agressão,

Age sob a obsessiva paixão.

 

Leis só para os dominados,

Alargam povos subjugados,

Para a mórbida convicção,

De culpa por sua condição.

 

Na acusação de terroristas,

Com os planos comunistas,

Mereceram morte violenta,

Ante poder que a fomenta.

 

Cínica culpa de resistência,

Justifica toda a indecência,

Que alega sagrado direito,

De impetrar o desrespeito.

 

Se o morto nada importa,

Seu sumiço pouco conforta,

Porque elogio ao matador,

Bajula o heroico pundonor.

 

Todo morto desqualificado,

Fica rapidamente relegado,

Sem luto e sem a memória,

Da reta e lídima trajetória.

 

Morte gerada sem lamento,

No luto sem nenhum alento,

Desloca adoração ao poder,

E deixa outros se escafeder.

 

Ao não se cultivar antígeno,

Ante imperialista morbígeno,

Falta voz de que enfim basta,

Matança que, tanto devasta.

 

O império normalizou a guerra,

Bem explica o que ela encerra,

Mas, sem a básica compaixão,

Para amenizar doida confusão.

 

Ao normalizar pífia matança,

Fruto duma doentia reinança,

Desumaniza convívio humano:

Morte, só o espetáculo insano.

 

sábado, 10 de janeiro de 2026

BATISMO- O QUÊ LEMBRAR?

 


 

João Batista em discursos inflamados,

Convocava os pobres e desenganados,

Para um batismo de submersão no rio,

Como o apagador de passado sombrio.

 

Com o elevado número de discípulos,

Sua fala rígida apertava os manípulos,

Visando vida austera, rígida e regrada,

Para livrar-se de traços da vida errada.

 

Apregoava Deus exigente e vingativo,

Implacável no sancionar duro castigo,

A não seguidores do elã carismático,

Para acolher seu discurso pragmático.

 

Jesus, presente na fila dos pecadores,

Submeteu-se aos rituais redentores,

Do batismo Joanino de regeneração,

Para fugir da vingança de divina ação.

 

Sob antigo ritual da sagração de rei,

De descer a pomba no meio da grei,

Para simbolizar que o Espírito Santo,

Iria iluminar aquele rei sacrossanto.

  

O evangelista João valeu-se unção,

Para atribuir a Jesus a nobre razão,

De ser ungido para ação redentora,

Naquela sociedade cruel e traidora.

 

Batizado, Jesus não seguiu seu guru,

E iniciou itinerância com outro menu:

Apresentava uma boa notícia de Deus,

Era misericordioso até com os judeus.

 

Iniciou anúncio da boa nova do Reino,

E convocou para um inusitado treino,

De centralizar amor, ao invés de ódio,

E apontou irrupção dum novo pódio:

 

Na interação com um modo diferente,

Mais que a guerra e controle de gente,

Importava ação respeitosa e benfazeja,

Para elevar condição social na inteireza.

 

A partir do batismo por Jesus vivenciado,

Sua vida tornou-se pública para o legado,

 De que os gestos similares ao seu estilo,

Gestariam meio para convívio tranquilo.

 

Os seus múltiplos sinais a favor da vida,

E mesmo a daquela frágil e combalida,

Indicavam o Deus presente e redentor,

Naquele caos de controle interventor.

 

Se Jesus optou pela fila dos pecadores,

Indicou a grandeza dos atos redentores,

Da bondade de um Deus na fragilidade,

Para transcendê-la com real frugalidade.

 

A fé perpassada pelas mãos solidárias,

No meio de inúmeras opções sectárias,

Ainda aponta um horizonte iluminador,

Do jeito de Jesus Cristo como salvador.

 

sábado, 3 de janeiro de 2026

FESTA DE REIS MAGOS

 


 

Estes Reis, sem países e governanças,

Presumidos astrólogos em andanças,

Fustigavam novas luzes na escuridão,

Para ampliar outros dados à missão.

 

Um deles teria sido negro africano,

Outro, um asiático amarelo, gitano,

E mais um esbranquiçado europeu:

Aglutinaram rico consenso plebeu.

 

Os parcos dados sobre sua parceria,

Levam à suspeita duma simbologia,

De quem reconheceu rosto divino,

No estábulo daquele pobre menino.

 

Também a simbólica luz da estrela,

Naqueles hermeneutas da mazela,

Juntava a adivinhação auspiciosa,

Com presságios de ação milagrosa.

 

Reconheceram uma ação de Deus,

Em fenômeno de estrelas nos céus,

E no nascimento daquele menino,

Viram missão para humano divino.

 

Brilharia como uma estrela no céu,

Qual radiosa luz de cometa ao léu,

O nascituro desta estirpe esperada,

Apontaria uma razão de vida ilibada.

 

Se Isaías, há seis séculos anteriores,

Antevia tropéis asiáticos portadores,

De dromedários para boa interação,

Opunha-se às guerras da maldição.

 

Sob luz radiosa desta festa popular,

Somos interpelados para vislumbrar,

A luz que brilha pela vida humana,

Quando se mata com guerra insana.

 

Mateus, perante judeus convertidos,

Sabia de seus sonhos muito antigos,

Que aguardavam o messias judaico,

Mas que não viesse de lugar prosaico.

 

Esperava-se um nobre todo poderoso,

Muito rico, forte com estilo pomposo,

E Deus valeu-se de inusitada inversão,

Para revelar amor na frágil condição.

 

O foco da autoridade governamental,

Aguardava um messias todo triunfal,

E não viu o menino daquele estábulo,

Manifestação de um divino vocábulo:

 

Os magos perante poder estabelecido,

Intuíram que o menino seria destruído,

E para salvá-lo optaram por outro rumo,

Que assegurava o humanitário aprumo.

 

Se clarões em cidades indicam mortes,

A estrela da fé aponta outros aportes,

No jeito de Cristo que brilha no escuro,

Nas noites de ódio com rumo obscuro.

 

Que o brilho da estrela da pobre Belém,

Conduza por outro caminho que contém,

Um clarão propício a bom entendimento,

Para reluzir como um esperançoso alento.

 

 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

ESPERA DE RESPOSTA

 


Sem evidenciar universalista proposta,

Quem me agraciaria com boa resposta,

Para o micro-cosmos da interioridade,

Tão sedento por reputada idoneidade?

 

Queria tanto que o sistema emocional,

Regesse com o equilíbrio excepcional,

Interatuação dos subsistemas da vida,

Para não deixar qualquer função falida.

 

Que anticorpos da multifuncional defesa,

Possam, com desvelo e máxima inteireza,

Manter o equilíbrio e a boa alimentação,

De todas as células de cada circunspecção.

 

Que o sistema central de controle atento,

À imensidão bacteriana de dar bom alento,

Efetue boa hospedagem oferecida a todos,

E sejam nutridos com os saborosos brodos.

 

Que esfaimados bichinhos cancerígenos,

Encontrem bons e suficientes antígenos,

Para que não sigam ambição capitalista,

De tudo focar para grandeza triunfalista.

 

Que o bom equilíbrio orgânico da ordem,

Não deixe sorrateira e maldosa desordem,

Bagunçar o desempenho de algum órgão,

No seu fantástico processamento idórgão.

 

Que as fofoqueiras e mendazes invasões,

Não abalem serenos e regulares corações,

Para força-los aos batimentos acelerados,

Na oxigenação aos sistemas necessitados.

 

Que ansiedades tão comuns e prejudiciais,

Não causem decadência de órgãos vitais,

Nem estraguem a riqueza do bom-humor,

Porque ele pode deslindar clima de amor.

 

Que a deglutição dos alimentos saudáveis,

Produza as gostosas sensações palatáveis,

E que o bem fantástico processo digestivo,

Despache na boa sensação cocô inofensivo.

 

Enzimas evacuadas pelos micro-organismos,

Possam circular sem traiçoeiros heroísmos,

De venenos mortais acrescidos a alimentos,

Pelos acumuladores de ambiciosos intentos.

 

A resposta dependerá da harmonia mental,

Cultivada com a sensibilidade fundamental,

Para não desequilibrar serenidade botânica,

Com conexão e uma inter-atuação orgânica.

 

Processo para a vida mais feliz e realizada,

Depende do ambiente da terra maltratada:

Se não vier a ser respeitosamente cuidada,

Indica que saúde despenca em derrocada.

 

 

 

 

 

NO FULGOR DA ESPERANÇA

 

 

Outro rito de passagem celebrado,

Por mais um ano bem vivenciado,

Recria as esperanças e os desejos,

Para muitos encontros benfazejos.

 

Nos fulgores de bons sentimentos,

Impactam clarões de bons alentos,

Para lidar com subjetivas questões,

E que não olvidem retas intenções:

 

Mais harmonia na bagunça afetiva,

Para ali brilhar a sensata luz ativa,

Para que não puxe as recorrências,

Dos antigos atos de maledicências.

 

Que o fulgor faça aceitar na leveza,

Os momentos passados na dureza,

Quando a tolerância à ação alheia,

Deixou emoção amarrada em peia.

 

Que nobre gesto de muito perdoar,

Se estabeleça na tribuna de julgar,

Solte o coração para falar bem alto,

Sem raiva e sem tanto palpite lauto.

 

 

Que ali não se discuta sobre guerra,

E se ache caminho que não emperra,

No acerto amigável ante dissonância,

Para reativar a respeitosa reatância.

 

Se um resquício de mágoa persistir,

Que não atrapalhe a graça de existir,

E leve a integrar este nódulo invulgar,

Para que nem produza um mal-estar.

 

Que do baú afetivo somente escapem,

As lembranças que em nada magoem,

O apreciado bom-humor de cada dia,

O raro tesouro para viver com alegria.

 

Que olhos captem apelos de vontade,

Que reluzem para boa interatividade,

A fim de alargar sonhada paz humana,

Diante da tão estúpida guerra insana.

 

Que a mente também permita captar,

O que um rosto não consegue dissipar,

Para apontar uma nesga de esperança,

Em quem já perambula sem confiança.

 

Que o dom da fé se torne foco vistoso,

Para indicar rumo de sentido gracioso,

Do bem-conviver em lugar acolhedor,

Para eclodir genuíno e afável pendor.

 

Que diária redução de doutrina e lei,

Permita religião sem controle da grei,

Para se constituir na básica religação,

De tanta ruptura na social vinculação.

 

Enfim, que a tão almejada conversão,

Possa, na similitude de bom coração,

Asseverar no tribunal da consciência,

Que paz interior está em ascendência.

 

<center>FENÔMENOS CLIMÁTICOS</center>

  Cada vez mais seguidos e intensos, Causam mortes e pavores imensos, E tudo leva a crer que os culpados, São os humanos com atos er...