sábado, 7 de novembro de 2026

FENÔMENOS CLIMÁTICOS

 


Cada vez mais seguidos e intensos,

Causam mortes e pavores imensos,

E tudo leva a crer que os culpados,

São os humanos com atos errados.

 

Agressão ao equilíbrio da natureza,

Movida por extraordinária avareza,

Devasta e transforma todo planeta,

Para uma acumulação toda capeta.

 

Com os largos recursos da natureza,

Produção de alimentos para riqueza,

Gera uma acumulação devastadora,

E amplia esta fome nada promissora.

 

Inaudita agressão aos eco-sistemas,

Encurrala ante os novos problemas,

E exige inusitado trato ao ambiente,

Sob um consumismo muito diferente.

 

Com a voracidade da visão capitalista,

Insaciável na usurpação de rol fatalista,

A natureza solta seu clamor por vida,

Diante da sua homeostase já destruída.

 

Ao dar os fortes sinais de decrepitude,

Ainda não causa mudança de atitude,

Na obsessão da expansão espoliadora,

Sobre a natureza tão prodigalizadora.

 

Demência humana gestada na cultura,

Produz esta devastação da desventura,

Em que se separa concepção corpórea,

Do entorno, feito o lixo sem memória.

 

Sofrem mais os ambientes já devastados,

Por tantos liberalistas sonhos malogrados,

Que endeusaram na razão conquistadora,

A acumulação como mediação redentora.

 

As classes tão distintas e tão exploradas,

Sequer se unem para as ações devotadas,

Capazes de salvar ecossistemas da Terra,

E a condição de futuro que já se emperra.

 

Velho ditado lembra intuição oportuna,

De que os humanos afoitos pela fortuna,

Conseguem perdoar só esporádicos atos,

Mas, a natureza vinga todos os destratos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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