Cada vez mais seguidos e intensos,
Causam mortes e pavores imensos,
E tudo leva a crer que os culpados,
São os humanos com atos errados.
Agressão ao equilíbrio da natureza,
Movida por extraordinária avareza,
Devasta e transforma todo planeta,
Para uma acumulação toda capeta.
Com os largos recursos da natureza,
Produção de alimentos para riqueza,
Gera uma acumulação devastadora,
E amplia esta fome nada promissora.
Inaudita agressão aos eco-sistemas,
Encurrala ante os novos problemas,
E exige inusitado trato ao ambiente,
Sob um consumismo muito diferente.
Com a voracidade da visão
capitalista,
Insaciável na usurpação de rol
fatalista,
A natureza solta seu clamor por vida,
Diante da sua homeostase já destruída.
Ao dar os fortes sinais de
decrepitude,
Ainda não causa mudança de atitude,
Na obsessão da expansão espoliadora,
Sobre a natureza tão prodigalizadora.
Demência humana gestada na cultura,
Produz esta devastação da desventura,
Em que se separa concepção corpórea,
Do entorno, feito o lixo sem memória.
Sofrem mais os ambientes já
devastados,
Por tantos liberalistas sonhos
malogrados,
Que endeusaram na razão
conquistadora,
A acumulação como mediação redentora.
As classes tão distintas e tão
exploradas,
Sequer se unem para as ações devotadas,
Capazes de salvar ecossistemas da
Terra,
E a condição de futuro que já se
emperra.
Velho ditado lembra intuição
oportuna,
De que os humanos afoitos pela
fortuna,
Conseguem perdoar só esporádicos atos,
Mas, a natureza vinga todos os
destratos.
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