O agito intenso e tumultuado,
Com o monopólio do mercado,
Indicava inexistência de limite,
Para um imensurável apetite.
Quando tudo indicava certeza,
De que ação de pouca inteireza,
Levaria à derrota da democracia,
Não monopolizou quanto queria.
Vozes da juventude e dos idosos,
Ecoaram sem discursos raivosos,
Amainaram mídia manipuladora,
Apontaram uma baliza redentora:
A democracia, mesmo fragilizada,
É ainda melhor que ação dilatada,
Da ditadura da incontida maldade,
Contra toda a humana sociedade.
Perverso terrorismo do mercado,
A desejar tudo para o seu legado,
Viu que espelho de auto-imagem,
Desfocou sua idealizada miragem.
Até a democracia, já enfraquecida,
É melhor que tirania estabelecida,
Dum poder augusto e imperialista,
A reinar solto sem freio capitalista.
Largo feitiço imaginário produzido,
Acabou embaçado no povo iludido,
E este aglutinou arco-íris das cores,
Contra o pensamento dos terrores.
Dragão no fito de monopolizar tudo,
Enxergou seu espelho sem o escudo,
Da tirania sobreposta à democracia,
E levou o tombo com a sua teimosia.
Vasto feitiço dos seletos
super-ricos,
Revelou que os seus intentos
futricos,
Ainda dependem da reação altaneira,
Da sociedade que respeita a
fronteira.
O desejo ambicioso não silencia tudo,
Ainda que advindo de tirano topetudo,
Revela que maior parcela de humanos,
Não se sujeita a imperialismos
insanos.
Que os maus humores dos derrotados,
Possam captar todos os benéficos
lados,
Da expressão coletiva
anti-imperialista,
Que juntou raça, cor e credo
pluralista.
Mais respeito e menos poder
autoritário,
Ainda representa o sentimento
unitário,
Desejoso do sol brilhar por todo
planeta,
Sem arrogância duma imperialista
treta.
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