Na lógica da elevada conectividade,
Sem lugar na agenda para atividade,
E sem o horário para conversa à toa,
Tudo come tempo e tudo se abalroa.
A desculpa ordinária ante cobrança,
É falta de tempo na corrida andança,
De necessárias conexões interativas,
Pedindo atividades mais hiperativas.
Tudo precisa ser investido para
lucrar,
Render muito para bem se encalacrar,
Em novidades e inovações chamativas,
E acumular para as esnobações
altivas.
A aceleração vai ditando suas normas,
E aponta cada dia mais as
plataformas,
Para serem intensamente assimiladas,
No rol de mais produções
sofisticadas.
Uma rotação máxima da capacidade,
Dia após dia de muita hiperatividade,
Causa fartas iminências de colapsos,
Com culpas dos constantes relapsos.
Aumentar, ampliar, crescer e superar,
Ordens inconscientes de acabrunhar,
Ditam ordem de produzir e consumir,
Na lei dinâmica para evitar subsumir.
Tudo requerer uma larga otimização,
Que gera pressa e elevada motivação,
Para evitar alienação temida e
frívola,
Da máquina a gerar relação equívoca.
Atrofia-se toda comunicação verbal,
Pois tecnologia ocupa lugar central,
Da inteligência sem discernimento,
E fornece o atrelado entretenimento.
Poderosos querem mundo sem leis,
E amealham das dependentes greis,
Fortunas que desajustam o planeta,
Mas favorecem sua astuciosa treta.
Se normas democráticas caducam,
As tecnologias também abaiucam,
E distantes do bem-estar sonhado,
Sorvem bom tempo, tão disparado.
Sobra vida cada dia mais controlada,
Pela burocracia nada prodigalizada,
Que interfere na condição humana,
E a espolia de forma muito sacana.
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