Doença social corrosiva do respeito,
Ativada, cada dia mais como defeito,
Revela-se contágio do prazer sádico,
Que divide o relacionamento básico.
Quando facilidade de interação
social,
Se vê minada por desintegração real,
Destacam-se eminentes exploradores,
Os peritos em atos dessincronizadores.
Enxergam e concluem tudo pelo pior,
Sem captar a ação exitosa ao redor,
Que seja boa, positiva, e edificante,
Pois agem para profecia degradante.
Visualizam, acima do senso comum,
Que a desunião com a ira incomum,
Lhes faculta ascendência no poder,
A viver e reinar segundo seu querer.
Quanto mais desunem meio social,
Tanto mais fácil a submissão radical,
Sob legenda de estabelecer ordem,
Com o autoritarismo da desordem.
Fantasiosa sensação de segurança,
E promessa de próspera bonança,
Escondem subjacência entreguista,
E a malvadeza do otimismo idealista.
Com a falsa sensação democrática,
Aliena-se com a perniciosa tática,
De manipular projetos e interesses,
Para espertas e elitizadas benesses.
A destemporalização dos avanços,
Sob calma de desejados remansos,
Libera e justifica ato de
truculência,
Ante todo movimento de reatância.
Povo desunido, facilmente vencido,
Precisa estar bem dessincronizado,
Para que mobilizações humanitárias,
Não atrapalhem as ações arbitrárias.
Cria-se um mundo fulcral desumano,
Que explora com ousadia o engano,
Ao protelar o bom projeto apontado,
E eximir-se ante ódio desencontrado.
Sob boas expectativas democráticas,
Desmontam-se instituições práticas,
Para centralismo de poder mandante,
Que divide com o seu poder alienante.
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