sexta-feira, 25 de setembro de 2026

EXPLORADORES DA DISSONÂNCIA

 


Doença social corrosiva do respeito,

Ativada, cada dia mais como defeito,

Revela-se contágio do prazer sádico,

Que divide o relacionamento básico.

 

Quando facilidade de interação social,

Se vê minada por desintegração real,

Destacam-se eminentes exploradores,

Os peritos em atos dessincronizadores.

 

Enxergam e concluem tudo pelo pior,

Sem captar a ação exitosa ao redor,

Que seja boa, positiva, e edificante,

Pois agem para profecia degradante.

 

Visualizam, acima do senso comum,

Que a desunião com a ira incomum,

Lhes faculta ascendência no poder,

A viver e reinar segundo seu querer.

 

Quanto mais desunem meio social,

Tanto mais fácil a submissão radical,

Sob legenda de estabelecer ordem,

Com o autoritarismo da desordem.

 

Fantasiosa sensação de segurança,

E promessa de próspera bonança,

Escondem subjacência entreguista,

E a malvadeza do otimismo idealista.

 

Com a falsa sensação democrática,

Aliena-se com a perniciosa tática,

De manipular projetos e interesses,

Para espertas e elitizadas benesses.

 

A destemporalização dos avanços,

Sob calma de desejados remansos,

Libera e justifica ato de truculência,

Ante todo movimento de reatância.

 

Povo desunido, facilmente vencido,

Precisa estar bem dessincronizado,

Para que mobilizações humanitárias,

Não atrapalhem as ações arbitrárias.

 

Cria-se um mundo fulcral desumano,

Que explora com ousadia o engano,

Ao protelar o bom projeto apontado,

E eximir-se ante ódio desencontrado.

 

Sob boas expectativas democráticas,

Desmontam-se instituições práticas,

Para centralismo de poder mandante,

Que divide com o seu poder alienante.

 

 

 

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