sexta-feira, 4 de setembro de 2026

NAS PROMISCUIDADES ÉTICAS

 


Progressivo avanço das desigualdades,

Com a devastação das ricas lealdades,

Da atinência humana com a natureza,

Promove todo o astuto na malvadeza.

 

A mesma promiscuidade no Governo,

Vale-se da ética diabólica de inferno,

Para dividir, confundir, e convencer,

Que existe inimigo que deve perecer.

 

A relação corrupta entre governantes,

E instituições com desejos brilhantes,

Leva cada lado aos ataques mordazes,

Acusando o outro, por erros sequazes.

 

Um se vale do outro para corrupção,

Para que lhe traga uma vasta fruição,

De polpudas vantagens econômicas,

E barganhas de rendas astronômicas.

 

Parece o estrondoso latir num canil,

Em que cachorros latem por pernil,

E não o alcançam sob o rabo preso,

Mas querem desviar cachorro ileso.

 

Seus latidos com embustes ferozes,

Tentam ocultar escândalos atrozes,

Sob alegação de que são inocentes,

Sentinelas dos lídimos antecedentes.

 

Conseguem repetir as belas mentiras,

E creem nelas, como verdades puras,

Para que os saracoteios explicativos,

Produzam abrandamentos lenitivos.

 

Uns querem que outros renunciem,

Para ocultar alvos que denunciem,

As negociatas dos polpudos lucros,

Em parâmetros ilegais, bem xucros.

 

Movem passeatas contra corsários,

Para salvar os pios e bons ideários,

A serem proclamados e defendidos,

Com firmes e bons atos destemidos.

 

Mais que vultosas somas desviadas,

Importam falas e vozes embargadas,

Para defender retidão dos acusados,

Ante os inimigos mal-intencionados.

 

Com tanto rabo preso em negociata,

O que sobra para uma ética pacata,

Em que o sim é sim e, o não é não,

Para o bem coletivo de uma nação?

 

Ataques dos que tem o rabo preso,

Simulam na intuição de desejo leso,

Que são idôneos, retos e o seu rabo,

Nunca abana para os rumos do diabo.

 

 

 

 

 

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