Altamente racional, ágil, e
dominador,
Na luta renhida do ativismo
usurpador,
Está o ser humano como hegemônico,
Em seu estranho processo anacrônico:
Sente ira e raiva como os demais
seres,
E, mesmo sob éticos e morais deveres,
Amplia o maior processo exterminador,
Ao ampliar seu amplo leque destruidor.
Basta que o narcisista psicótico
almeje,
Mandar sobre outros seres e os
inveje,
Que consegue denegrir imagem alheia,
E envolver outros na sua invejosa
peia.
Mais que instinto de amparo e defesa,
Consegue ativar o ódio e a malvadeza,
Na amplitude extensiva e contagiante,
A favor dum mórbido desejo delirante.
Ao agregar simpatizantes
pretensiosos,
Espalha por toda parte ânimos
briosos,
A amoucos para sua função acalantada,
E os dinamiza numa crueldade
dilatada.
Amparado por rede social difamadora,
Sustenta vasta agregação
perseguidora,
Contra quem deseja o que ele já
deseja,
E envolve multidões lutadoras na
peleja.
O recurso superior ao dos outros
animais,
É que consegue sentir ódios
excomunais,
Divulga-los para que os outros os sintam,
E, numa perseguidora empatia
consintam.
As mentiras com fantasias são
suficientes,
Para coletivizar com imagens
degradantes,
A figura de quem aspira o mesmo
encargo,
E lhe imputar o pior processo de
embargo:
Ferir seu nome e sua apreciada
reputação,
E desumanizá-lo por qualquer pífia
razão,
Justificam um ódio coletivo para o
execrar,
Como inimigo perigoso, para o
massacrar.
Modo de ser que se impregna na
cultura,
Dilui toda consciência da possível
ternura,
E faz assimilar como normal do
cotidiano,
Ocultar toda a falcatrua de um
doidivano.
Assim, o mentir e inventar notícias
falsas,
Facilita as fanatizadas e melodiosas
valsas,
Capazes de moldar argumentos
favoráveis,
Aos gestores dos ódios cruéis e execráveis.
Para uma sensibilidade de
discernimento,
É necessário observar com o senso
atento,
Quem pensa menos ódio, difuso na
mídia,
E quem viabiliza coletivo de menos
insídia.
Insinuação do ódio sob falsa
auto-defesa,
Não eleva um nível de honesta
inteireza,
E nunca produzirá oceanos para
separar,
Fanáticos aliados ante inimigos a
afastar.
Tampouco se poderá tolerar e
assimilar,
Que o ódio humano cruel deve dominar,
O cotidiano da interação social e do
lar,
Como algo congênito para se propalar.
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