quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O ANIMAL DO ÓDIO CRUEL

 


Altamente racional, ágil, e dominador,

Na luta renhida do ativismo usurpador,

Está o ser humano como hegemônico,

Em seu estranho processo anacrônico:

 

Sente ira e raiva como os demais seres,

E, mesmo sob éticos e morais deveres,

Amplia o maior processo exterminador,

Ao ampliar seu amplo leque destruidor.

 

Basta que o narcisista psicótico almeje,

Mandar sobre outros seres e os inveje,

Que consegue denegrir imagem alheia,

E envolver outros na sua invejosa peia.

 

Mais que instinto de amparo e defesa,

Consegue ativar o ódio e a malvadeza,

Na amplitude extensiva e contagiante,

A favor dum mórbido desejo delirante.

 

Ao agregar simpatizantes pretensiosos,

Espalha por toda parte ânimos briosos,

A amoucos para sua função acalantada,

E os dinamiza numa crueldade dilatada.

 

Amparado por rede social difamadora,

Sustenta vasta agregação perseguidora,

Contra quem deseja o que ele já deseja,

E envolve multidões lutadoras na peleja.

 

O recurso superior ao dos outros animais,

É que consegue sentir ódios excomunais,

Divulga-los para que os outros os sintam,

E, numa perseguidora empatia consintam.

 

As mentiras com fantasias são suficientes,

Para coletivizar com imagens degradantes,

A figura de quem aspira o mesmo encargo,

E lhe imputar o pior processo de embargo:

 

Ferir seu nome e sua apreciada reputação,

E desumanizá-lo por qualquer pífia razão,

Justificam um ódio coletivo para o execrar,

Como inimigo perigoso, para o massacrar.

 

Modo de ser que se impregna na cultura,

Dilui toda consciência da possível ternura,

E faz assimilar como normal do cotidiano,

Ocultar toda a falcatrua de um doidivano.

 

Assim, o mentir e inventar notícias falsas,

Facilita as fanatizadas e melodiosas valsas,

Capazes de moldar argumentos favoráveis,

 Aos gestores dos ódios cruéis e execráveis.

 

Para uma sensibilidade de discernimento,

É necessário observar com o senso atento,

Quem pensa menos ódio, difuso na mídia,

E quem viabiliza coletivo de menos insídia.

 

Insinuação do ódio sob falsa auto-defesa,

Não eleva um nível de honesta inteireza,

E nunca produzirá oceanos para separar,

Fanáticos aliados ante inimigos a afastar.

 

Tampouco se poderá tolerar e assimilar,

Que o ódio humano cruel deve dominar,

O cotidiano da interação social e do lar,

Como algo congênito para se propalar.

 

 

 

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