quarta-feira, 16 de setembro de 2026

FLIBUSTEIRO ALTRUISTA

 


Metido a herói humanitário,

Está aí um sujeito salafrário,

Desonesto por sua natureza,

Aparentando lídima inteireza.

 

Acusa para não ser acusado,

Do que oculta no seu legado,

Todo bem veiculado na mídia,

E isentado de qualquer insídia.

 

Apesar do histórico pilantra,

Sabe repetir o velho mantra,

De que concorrente é ladrão,

E ele, um sujeito da retidão.

 

Acusado de ação fraudulenta,

Reage com uma ira violenta,

Para aparentar honestidade,

E uma evangélica santidade.

 

Distância entre o dito e feito,

Isenta o seu opcional defeito,

Dos muitos apelos ao povão,

Do que fará de bom coração.

 

Entreguista a poder imperial,

Age de má-fé na forma real,

Bem servil a sistema vigente,

Contra o povo, já descontente.

 

Desvia todo contexto do povo,

Sob insinuação a falso renovo,

Que apenas favorece elite rica,

A velha tática da ilusória dica.

 

Anima um sonho acumulador,

Não para um pobre sonhador,

Mas, para o já empanturrado,

Do que de outros foi desviado.

 

Flibusteiro da suposta realeza,

Abocanha a polpuda riqueza,

Cabível aos cidadãos comuns,

Que vivem os forçados jejuns.

 

Faz muitos sonhar com solução,

Sempre protelada por emoção;

Disfarça na razão toda objetiva,

Obsessão por sua falsa narrativa:

 

A culpa atribuída ao agir inimigo,

Merecedor de um férreo castigo,

Vai instaurar uma paz fantasiosa,

Que favorece a elite gananciosa.

 

 

 

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