quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O OSSO DO PITOCO

 


Síntese de longa ancestralidade,

Da raça nórdica com indianidade,

Este viralata europeu catou osso,

E elevou-se no poder sobreosso.

 

Argumentou ser o dono do osso,

Com poder de afirmar o colosso,

De não ter cachorro a ameaça-lo,

Devido ao seu rosnar de gargalo.

 

Metido a estar acima do mundo,

Supôs dominá-lo no jeito imundo,

E apareceu um cachorro Valente,

De raça maior e todo imponente.

 

Valente roubou o osso do Pitoco,

Deixou-o rosnando um ruído oco,

Quis roer sozinho o osso furtado,

Mas, viu outros cães ao seu lado.

 

Apareceram os de outra raça forte,

E lhe tiraram sereno e bom aporte,

De ser o cachorro forte no mundo,

Que ameaçava com olhar iracundo.

 

Mesmo sentindo-se dono do osso,

Não teve paz para um bom almoço,

Pois, entorno de cachorros maiores,

Ameaçam todo dia os seus pendores.

 

Para não perder o osso, Pitoco caduco,

Rosna e corre ao redor, em rol maluco,

Para afugentar grandes cachorros rivais,

E já sabe que não dão mordidas triviais.

 

Juntos são mais poderosos do que ele,

E além do osso podem comer sua pele,

Destroçá-lo a todo e qualquer instante,

E silenciar o seu latido todo causticante.

 

A envergadura do seu suposto poder,

É apenas rosnar de paranoico proceder,

Que já não lhe permite roer o seu osso,

Nem urinar alto para estragar o almoço.

 

Pitoco sapateia e rosna ao lado do osso,

Definhando perante um rosnar grosso,

Dos cachorros mais fortes e mordazes,

Com forças e táticas mais perspicazes.

 

 

 

 

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