Dez regras do judaísmo primitivo,
Como o código ético-moral ativo,
Fixavam parâmetro na vida social,
Para respeito profundo e crucial:
Legisladores ampliaram o leque,
Acrescentaram-lhe salamaleque,
E com 613 regras acrescentadas,
Tornavam as lidas muito pesadas.
A falsidade dos inventores de leis,
Aumentava a espoliação das greis,
Caducou essência das dez normas,
E nada melhorou com as reformas.
A única utilidade das múltiplas leis,
Foi a de favorecer governos e reis,
Para subjugar povo pobre no rigor,
E dominá-lo com ordem de terror.
Nas abluções e ritos estabelecidos,
Os pobres permaneciam esvaídos,
Por não seguir rituais purificadores,
Para as benesses de divinos favores.
Quase tudo produziria a impureza,
E uma ausência da exigida limpeza,
Isolava duma participação religiosa,
Quem não praticasse leis impostas,
E as normativas oficiais interpostas.
Jesus Cristo alertou seus seguidores,
Contra os contraditórios impostores,
Que em tudo viam capeta e impureza,
Com a vazia e balofa regra de pureza.
A impureza estaria no que sai da
boca,
Como expressão da interioridade oca,
Mas movida por inveja e maledicência,
Devassidão, insensatez e a
arrogância.
Os separados da minuciosa
purificação,
Só alimentavam a maldade no coração;
Por isso, muito piores do que os
sujos,
Colocavam-se como superiores sabujos.
As abluções da milenar regra mosaica,
Só favorecia a pequena elite arcaica,
Que, sob o zelo pela rigidez
rubricista,
Gestava uma fé falsa e
sensacionalista.
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