quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

LEGALISMO VAZIO

 


Dez regras do judaísmo primitivo,

Como o código ético-moral ativo,

Fixavam parâmetro na vida social,

Para respeito profundo e crucial:

 

Legisladores ampliaram o leque,

Acrescentaram-lhe salamaleque,

E com 613 regras acrescentadas,

Tornavam as lidas muito pesadas.

 

A falsidade dos inventores de leis,

Aumentava a espoliação das greis,

Caducou essência das dez normas,

E nada melhorou com as reformas.

 

A única utilidade das múltiplas leis,

Foi a de favorecer governos e reis,

Para subjugar povo pobre no rigor,

E dominá-lo com ordem de terror.

 

Nas abluções e ritos estabelecidos,

Os pobres permaneciam esvaídos,

Por não seguir rituais purificadores,

Para as benesses de divinos favores.

 

Quase tudo produziria a impureza,

E uma ausência da exigida limpeza,

Isolava duma participação religiosa,

Quem não praticasse leis impostas,

E as normativas oficiais interpostas.

 

Jesus Cristo alertou seus seguidores,

Contra os contraditórios impostores,

Que em tudo viam capeta e impureza,

Com a vazia e balofa regra de pureza.

 

A impureza estaria no que sai da boca,

Como expressão da interioridade oca,

Mas movida por inveja e maledicência,

Devassidão, insensatez e a arrogância.

 

Os separados da minuciosa purificação,

Só alimentavam a maldade no coração;

Por isso, muito piores do que os sujos,

Colocavam-se como superiores sabujos.

 

As abluções da milenar regra mosaica,

Só favorecia a pequena elite arcaica,

Que, sob o zelo pela rigidez rubricista,

Gestava uma fé falsa e sensacionalista.

 

 

 

 

 

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