Rico símbolo do bom sabor,
Que conota gesto de amor,
Sugere bem-estar pessoal,
Para a boa osmose cordial.
Agrega outro valor antigo,
De conservar contra perigo,
Que deteriora os produtos,
E causa mórbidos atributos.
Pacto antigo, sem cartórios,
Tinha teores conservatórios,
De quebrar pedrinha de sal,
Como condição de um ritual.
Cada lado comia uma parte,
Uma validação sem descarte,
A confirmar uma palavra dita,
Como se fosse aliança escrita.
Nascimento de bebê tinha rito:
Enrolado em sal, um requisito,
Para expressar a conservação,
Da vida frágil em preservação.
Falava-se em “cabeça de sal”:
A pessoa com humor colossal,
Que irradiava contágio alegre,
Sem a arrogância pinta-alegre.
No bom senso com sabedoria,
Com bom humor que contagia,
O sal constituía o rico símbolo,
Da amizade de afável consolo.
Jesus apontou aos discípulos,
O sal dos sentidos múltiplos,
Para conservarem os valores,
Do Evangelho de bons alvores.
Dele deveria emergir um jeito,
Do sabor como santo preceito,
Da alegre serenidade de vida,
Na sociedade toda denegrida.
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