Exercício do poder de domínio,
Junto com o ambicioso fascínio,
Faz passar pelos altares a oferta,
A implicar em muita morte certa.
Inúmeras notícias de feminicídio,
Ao lado das rotinas do fratricídio,
Parecem constituir um rito diário,
Dum cultural e humano itinerário.
Quando altares da justa oferenda,
Afirmam e ratificam a reprimenda,
De que elementar anseio humano,
É da primazia de macho soberano.
O reforço da hierarquia masculina,
Escolha precípua da justiça divina,
Não admite ascensão de mulheres,
Destituídas de divinos esplendores.
Tidas como submissas e atreladas,
Criam-se narrativas esfarrapadas,
De obscurecidas praxes religiosas,
Que as rotulam frágeis e perigosas.
Se os documentos eclesiásticos,
Citam com termos entusiásticos,
Igualdade de mulheres e homens,
Sucumbem ante os super-homens.
Velha e caduca estrutura patriarcal,
Presa a fundamentalismo ancestral,
Segue negando igualdade de direito,
Ao gênero feminino de inato defeito.
O discurso religioso molda opiniões,
E as narrativas esbarram em jargões,
Da sua inépcia para tarefa
específica,
E de sua presença apenas honorífica.
A quebra de instituições masculinas,
Significa romper as suas disciplinas,
Para que o senso feminino se eleve,
E engendre vida coletiva mais leve.
Intuição feminina e a cordialidade,
A riqueza reprimida na sociedade,
Poderia ensejar menos homicídio,
De trono e altar para o feminicídio.
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