Se 70% da humanidade vive sob
déspotas,
As falas democráticas passam por
idiotas,
Pois, aprovam-se candidatos
autoritários,
Das formas arcaicas e modos
totalitários.
Velha e simbólica imagem de um bom
pai,
Que amplia a identidade como nosso-pai,
Já foi substituída pela imagem
agressiva,
Do chefão da horda, altamente
ofensiva.
Impulso integrista dos tempos de
antanho,
Encanta como bela novidade de
arreganho,
E permite a ascendência do
autoritarismo,
Que se efetiva todo absolutista de cinismo.
Os antigos anseios de um pai de
segurança,
Cederam aos figurões de rara
insegurança,
Que aparecem como fantasmas de
hordas,
Escorados por fortes e violentas
calhordas.
Ao invés de indignação e reação
popular,
Recebem o simpático apoio
espetacular,
E se configuram no parâmetro da
ordem,
Para assegurar combate a toda
desordem.
Não contam denodadas conquistas
sociais,
Mas, uma ampliação das milícias
radicais,
Que se interpõem sobre lacunas
políticas,
E fortalecem as arenas de brigas
acríticas.
Ao invés dos projetos públicos e
sociais,
Cativam bem mais as arenas
sensacionais,
De ataques e verberações aos
adversários,
Com deliberações destrutivas de
corsários.
A ainda propalada e simpática
democracia,
Exausta e sem avançar para doce
melodia,
Vê seus músculos corroídos pelos
tiranos,
Com abundantes cristãos feitos
suseranos.
Conciliam cruz e espada para luta
armada,
Para que a ação adversa seja
desbaratada,
E autoritários protejam seu farto
acúmulo,
E que qualquer discordante, vá ao
túmulo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário