Imensa tolerância para justificar
atos,
Na moralidade religiosa ante os
fatos,
Produz uma justiça sempre tolerante,
Para alguém justificar seu ato
errante.
Apelos como “o pecado é inevitável”,
“A carne é fraca” diante do inegável,
E que Deus não liga para tais coisas,
Veneram uma lei apagável de loisas.
Assim, o preceito religioso vira
falaz,
Sem abrir caminho ante o que apraz,
E a lei serve apenas para a barganha,
Para justificar a sua própria
façanha.
A Lei, bom instrumento para dominar,
Mesmo religiosa, e longe de orientar,
Vira legalismo farisaico de
aparência,
Como simulacro de íntegra decência.
Assim tem gente que não é assassina,
Mas mata de forma perversa e sovina,
Com sufocamento psíquico e agressivo,
E boicota, aos outros, qualquer
lenitivo.
Outros caçam novos amantes afetivos,
E justificam repúdios a amores
antigos,
Para denegrir a sua objetiva
identidade,
E fazem juramentos falsos à
saciedade.
Na casuística de leis, cria-se a
couraça,
De uma auto-defesa que tudo rechaça,
E afirmar que nada acusa a
consciência,
Evita a necessidade dum amor radical.
Bifurcação abre dois caminhos na
vida:
O do legalismo, sem ação compadecida,
E o de apontar escolhas para novo
agir,
A fim de reconciliar-se para se
redimir.
Ante as muitas leis, é tão fácil
mentir,
E julgar outros, para se
auto-imiscuir,
Sob juramentos duma idônea retidão,
Enquanto a maldade age no coração.
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