Carnaval magnífico das fantasias,
Lembra a expansão das alegrias,
Sob as máscaras e ornamentos,
Para comentar acontecimentos.
Exerce função social grandiosa,
De uma crítica social primorosa,
Em que tantas vozes relegadas,
Desvelam as ações postergadas.
Crítica objetiva e sutil a erráticos,
A tão honrados retos e fanáticos,
Faz ecoar debaixo das máscaras,
Denúncias do efeito das cáscaras.
Muito sujeito arrogante deve ouvir,
Aquilo que disfarça no seu mentir,
E como não se vê culpado de nada,
Precisa engolir sua ação condenada.
A consciência sem o erro e pecado,
Permite acobertar o ilícito legado,
E o argumento sempre automático,
Nega todo e qualquer ato errático.
Êxito da tática de negar o evidente,
Enseja culpar adversário incoerente,
E dizer que tudo é maldade inimiga,
Alegre com divulgação duma intriga.
Sem a consciência de pecado social,
E sem o limite de regra ético-moral,
Sobra apenas a voz bem disfarçada,
Ecoando alto contra traição aplicada.
Junto aos outros méritos do carnaval,
O de apontar traços do pecado social,
Mais do que catarse ante mandantes,
Põe o dedo em seus jogos alienantes.
Ouvir a acusação pública de pecado,
Constitui o insinuante e bom recado,
Aos aficionados pelo poder público,
Que apenas aguardam o agir abúlico.
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