terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

CARNAVAL E CORREÇÃO FRATERNA

 

 

Carnaval magnífico das fantasias,

Lembra a expansão das alegrias,

Sob as máscaras e ornamentos,

Para comentar acontecimentos.

 

Exerce função social grandiosa,

De uma crítica social primorosa,

Em que tantas vozes relegadas,

Desvelam as ações postergadas.

 

Crítica objetiva e sutil a erráticos,

A tão honrados retos e fanáticos,

Faz ecoar debaixo das máscaras,

Denúncias do efeito das cáscaras.

 

Muito sujeito arrogante deve ouvir,

Aquilo que disfarça no seu mentir,

E como não se vê culpado de nada,

Precisa engolir sua ação condenada.

 

A consciência sem o erro e pecado,

Permite acobertar o ilícito legado,

E o argumento sempre automático,

Nega todo e qualquer ato errático.

 

Êxito da tática de negar o evidente,

Enseja culpar adversário incoerente,

E dizer que tudo é maldade inimiga,

Alegre com divulgação duma intriga.

 

Sem a consciência de pecado social,

E sem o limite de regra ético-moral,

Sobra apenas a voz bem disfarçada,

Ecoando alto contra traição aplicada.

 

Junto aos outros méritos do carnaval,

O de apontar traços do pecado social,

Mais do que catarse ante mandantes,

Põe o dedo em seus jogos alienantes.

 

Ouvir a acusação pública de pecado,

Constitui o insinuante e bom recado,

Aos aficionados pelo poder público,

Que apenas aguardam o agir abúlico.

 

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