O atual sistema dado e implantado,
Arraigou nas consciências um dado:
Vivenciar fé única no lucro sagrado,
Requer uma ação forte por todo lado.
Como o deus fenício e babilônico,
O do sistema, é belo deus icônico,
Que sugere a guerra e o genocídio,
Como a arma secreta do subsídio:
O ponto vital desta espiritualidade,
O da relação desigual na sociedade,
Como o sistema de religião política,
Facilita a bem controlada geopolítica.
Adora a santa propriedade privada,
Com a máxima acumulação somada,
Como milagres oriundos da riqueza,
Bênção auferida à astuta esperteza.
Existe somente um campo sagrado,
Outro, o diabólico comunista errado,
Deve ser acuado a inferno do capeta,
E não ultrapassar a rigorosa
carapeta.
Adora-se lucro, razão última da vida,
O poder excelso nesta humana lida,
Que já não requer uma democracia,
Para proteger a sua bela supremacia.
Estado, já associado a arma do
capeta,
O que mais atrapalha o céu
capitalista,
Deve ser roubado, e, na condecoração,
Receber ainda mais, para acumulação.
Inimigo, o que ainda quer Estado
forte,
Deve ser abafado na autoritária
morte,
Por não adorar o único deus contente,
Com totalitarismo autoritário
reinante.
A virtude que este deus mais aprecia,
É aquela mentira sedutora que alicia,
E que dissemina o ódio por todo lado,
Para justificar o autoritário
mandado.
O serviço da mídia vira missionário,
Deste admirável fascismo totalitário,
Que apresenta os profetas modelares,
Para os encargos políticos populares.
O deus da pátria, família e mentira,
Ecoa suave como a atraente catira,
Para dançar, na melodia do embalo,
Expectativa dum abençoado regalo.
Simpática espiritualidade da riqueza,
Embala prognósticos da pura leveza,
Que o deus das vantagens oferece,
Já que, sangue, guerra e espoliação,
Soam bem num ambicioso coração.
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