Enquanto pestes geram resiliência,
E indicam mudança na convivência,
Com expectativa mais humanizada,
A guerra procede de ditadura afilada.
Emerge do ódio e do totalitarismo,
Gera terror com estúpido cinismo,
E propicia ascensão dos ditadores,
A prometer bons dias promissores.
A história humana tão bem ilustra,
Que a aposta na ditadura frustra,
E assim, reinventada se recupera,
E leva a sonhar com próspera era.
Como entender motivação coletiva,
A delegar com sua condição eletiva,
Que ditador proporcione segurança,
Quando sua natureza é de matança?
O efeito calmante esperado na vida,
Com apego feliz a ambiente de lida,
Jamais será encontrado da ditadura,
Ou sob autoritarismo de linha dura.
Movendo-se em convicção absoluta,
Assimila o discordante como idiota,
E, obstinado pelo controle de poder,
Reage, todo violento no seu proceder.
Não abre um espaço para discussão,
Porque quer controlar toda direção,
Sob seu fanatismo rígido e errático,
Para manter o suposto rol estático.
Sabe-se à exaustão que tal proceder,
Não acalma nem leva a transcender,
As polarizações fanáticas por reino,
Que sequer alcançam um sub-reino.
Sem proposta política de resiliência,
Fala com a sua polida conveniência,
A medrosos que suspiram e anelam,
Vendo que direitos se desmantelam.
Expectativa do que pós-Covid
ensejaria,
Não trouxe pacífica e anelada
calmaria,
E faz renascer suspeita de que
ditador,
Propicia a paz e segurança com
fervor.
Se ele, no entanto, sob
autoritarismo,
É violento com impulsivo mandonismo,
Apenas produzirá estímulo à
violência,
E desvia eventual e cordial
convivência.
Um estranho círculo vicioso
implantado,
Leva ao poder um candidato fascinado,
Que, ao implantar a perversa
ditadura,
Leva décadas para apagar sua
aventura.
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