Ante pequeno resto de discípulos,
Aparecem políticos condiscípulos,
A emitir belos discursos enfáticos,
Por plenos poderes democráticos.
Conseguem conciliar o impossível,
Ostentam de forma clara e visível,
Vínculo de Bíblia e metralhadora,
Para sociedade de paz redentora.
Elevam a Bíblia e a arma brilhante,
No clímax do discursar arrogante,
Para instrumentalizar o Evangelho,
A favor do autoritarismo bandalho.
Alegam devolver vínculo religioso,
Que uma vez era muito vigoroso,
E com Deus no centro do governo,
Focar democrático jeito moderno.
Sob aparente conversão religiosa,
Que tornou a sua vida prodigiosa,
Querem, em nome de Deus vago,
Efetuar o político gesto de afago.
Fitos na espiritualidade
utilitarista,
Que não engendra vida benquista,
Explicitam o neofundamentalismo,
Que favorece o seu autoritarismo.
Nome de Deus do poder absoluto,
Justifica um desejo nada impoluto,
Do agir violento contra adversário,
Não submetido ao seu itinerário.
Evangelho ostentado nesta esfera,
Significa uma prepotência austera,
Que não combina com Jesus Cristo,
Nem com desejado poder previsto.
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