Assimilada como fato excepcional,
Com uma perduração proporcional,
À ação do mais forte sobre o fraco,
Denotava apropriar-se de um naco:
Ao invés de ser decorrência política,
Elevada muito acima da geopolítica,
A guerra impõe o jeito de governar,
E um modus vivendi de administrar.
Na sua multiplicidade de produções,
Ela fabrica o perfil político de
ações,
Para incorporar adeptos da legenda,
E tornar inimigos, os fora da agenda.
Numa política sutil do tecnofascimo,
Para combater o velho totalitarismo,
Promulgou-se supremacia da guerra,
Como instância superior nesta Terra.
Ao centralizar fechamento
identitário,
Num aparente nacionalismo unitário,
Apela a velho colonialismo espoliador,
Etnocista, sob imagem de ser cuidador.
Cria nacionalismo servil e
dependente,
No suposto elã para ser independente,
Mas controla as economias e riquezas,
Para as guerreiras e balísticas certezas.
Fabrica inimigos e os persegue na
raiva,
Com as armas sofisticadas para
saraiva,
E procura proteger os bem agregados,
Para que combatam inimigos odiados.
Coopta religião, instrumento de
poder,
Para inseminar mentes a corresponder,
Como a imagem e semelhança de Deus,
Para sempre perseguir os inimigos
seus.
Guerra se implanta e provoca
fugitivos,
Vistos apenas como animais
impulsivos,
Nada a ver com nobreza da identidade,
Da guerreira e aguerrida
racionalidade.
Os não submissos aos bons do grupo,
Ou se submetam a humilhante apupo,
Ou que migrem para rumo ignorado,
Sem deixar sinais do seu bom legado.
Assim, a guerra ativa indústria
militar,
E com sua infra-estrutura de
crepitar,
Impõe uma força sobre os indivíduos,
E enaltece seus parceiros contíguos.
A guerra, já presente na cosmovisão,
Governa toda cotidiana organização,
Vigilante contra aquele que discorda,
Pois representa ameaça duma horda.
Até democracia vira um frágil refém,
Pois todo aquele não ligado ao bem,
É visto como inimigo, o do maligno,
E não merece ser considerado digno.
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