No auge duma tensa e conflitiva
situação,
Fariseus e herodianos com má
intenção,
Bajularam Jesus Cristo como
verdadeiro,
Para enganá-lo através de golpe
certeiro.
Sob nobre e aparente valor
reconhecido,
Sem expressar o sentimento enternecido,
Resposta que viesse a dar, daria a
razão,
Para condená-lo de gravíssima
acusação:
Se sugerisse não pagar imposto a
Roma,
Seria insubmisso ao imperador de
doma;
E se falasse em pagar o exigido
imposto,
Seria contra os judeus de desejo
oposto.
Aquela intenção desonesta de
prejudicar,
Dissimulada nos mecanismos de
falsificar,
Longe de desejar o genuíno e
verdadeiro,
Queria só a firmeza no poder
derradeiro.
Ao se sacrificar a verdade para
enganar,
Implanta-se falsidade para mais
angariar,
E ratifica-se um poder despótico e
tirano,
Como se fosse o supremo e divino
plano.
Jesus desmascarou a disfarçada
hipocrisia,
E mais que pagar, ou não, imposto em
dia,
Vínculo com Deus requeria menos
injustiça,
E, reino de Deus só se alcançaria na
justiça.
Se o verdadeiro é deturpado pelo
interesse,
Não se ouve convocação a favor da
messe,
Vítima da categoria do poder de
manipular,
E carente de gesto humanitário a
privilegiar.
Deus certamente não tem nada de
César,
E Césares, nada de augustos para
imperar,
Mas a verdade ou o verdadeiro que
clama,
Aponta para o outro jeito que não
difama.
O verdadeiro situa-se além das
bajulações,
E das “fake-news” veiculadas aos
montões,
Para se insinuar um merecedor de
amparo,
De voto eletivo para um interesseiro
avaro.
Os elogios falaciosos e literalmente
falsos,
Repetidos e renovados sem os
cadafalsos,
Permitem que as mentiras mais
repetidas,
Assegurem as manipulações
pretendidas.
Para Deus não basta o minguado
dízimo,
Pois requer solidariedade com o
próximo,
Respeito venerado no jardim da sua
obra,
E o louvor de gratuidade que nada
cobra.
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