sábado, 10 de outubro de 2026

DELICIOSOS MANJARES

 


Comidas suculentas e saborosas,

Dispersam as emoções dolorosas,

Produzem uma satisfação fruitiva,

E geram uma dinâmica vital ativa.

 

Privilégio peculiar de chefe antigo,

Para as noitadas de acesso postigo,

Despertava sonho do mundo pobre,

Para algum dia comer como nobre.

 

As orgias, beberagens e comilanças,

Envolviam, nas cotidianas festanças,

O desfrute do agradável ao paladar,

Que pobres precisavam providenciar.

 

Os objetos das invasões e dos saques,

 Nos guerreiros e agressivos ataques,

Tornavam-se peças raras e simbólicas,

Em noitadas de libertinagens alcoólicas.

 

Quando só a elite dominante festava,

O profeta Isaías, a pobres proclamava,

O banquete universal de comida farta,

Não somente para uma elitizada casta.

 

O fim dos ódios e vinganças de guerra,

Permitiria boa ação no planeta Terra,

Pois, todos partilhariam os bons frutos,

Para os saborosos e coletivos usufrutos.

 

Isaías pensou além do mundo de ódio,

E apontou ao refém pobre um pódio,

Duma vida possível sem exploradores,

E, sem guerras dos pérfidos horrores.

 

Estúpida guerra engolia razão da vida,

Deixava-a sem rumo, toda combalida,

E Isaías apontava para o ser superior,

Capaz de reatar uma alegria sem dor.

 

Seria a convivência pacífica universal,

De povos no achego de respeito real,

A partilharem com a rica cordialidade,

O que a natureza prodigaliza à vontade.

 

Ante tanta lágrima de pobre humilhado,

Só mesmo modo ético de outro legado,

Será capaz de uma interação respeitosa,

Para alegria festiva e para festa radiosa.

 

Cabe identificar-se com os promotores,

Dum outro reino para humanos atores,

A fim de que, frutos saborosos da terra,

Sejam degustados pela fome que berra.

 

 

 

 

 

 

 

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  Comidas suculentas e saborosas, Dispersam as emoções dolorosas, Produzem uma satisfação fruitiva, E geram uma dinâmica vital ativa...