Comidas suculentas e saborosas,
Dispersam as emoções dolorosas,
Produzem uma satisfação fruitiva,
E geram uma dinâmica vital ativa.
Privilégio peculiar de chefe antigo,
Para as noitadas de acesso postigo,
Despertava sonho do mundo pobre,
Para algum dia comer como nobre.
As orgias, beberagens e comilanças,
Envolviam, nas cotidianas festanças,
O desfrute do agradável ao paladar,
Que pobres precisavam providenciar.
Os objetos das invasões e dos saques,
Nos guerreiros e agressivos ataques,
Tornavam-se peças raras e simbólicas,
Em noitadas de libertinagens
alcoólicas.
Quando só a elite dominante festava,
O profeta Isaías, a pobres proclamava,
O banquete universal de comida farta,
Não somente para uma elitizada casta.
O fim dos ódios e vinganças de
guerra,
Permitiria boa ação no planeta Terra,
Pois, todos partilhariam os bons
frutos,
Para os saborosos e coletivos
usufrutos.
Isaías pensou além do mundo de ódio,
E apontou ao refém pobre um pódio,
Duma vida possível sem exploradores,
E, sem guerras dos pérfidos horrores.
Estúpida guerra engolia razão da
vida,
Deixava-a sem rumo, toda combalida,
E Isaías apontava para o ser
superior,
Capaz de reatar uma alegria sem dor.
Seria a convivência pacífica
universal,
De povos no achego de respeito real,
A partilharem com a rica
cordialidade,
O que a natureza prodigaliza à
vontade.
Ante tanta lágrima de pobre
humilhado,
Só mesmo modo ético de outro legado,
Será capaz de uma interação
respeitosa,
Para alegria festiva e para festa
radiosa.
Cabe identificar-se com os promotores,
Dum outro reino para humanos atores,
A fim de que, frutos saborosos da
terra,
Sejam degustados pela fome que berra.
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