As sínteses da história ancestral,
Associadas à perspectiva cultural,
Delineiam rumos e modos de vida,
Que diferenciam toda humana lida.
Ante encantamentos pela ciência,
Os variados níveis de consciência,
Não tranquilizam todas as dúvidas,
Mesmo sob as metodologias rígidas.
Fontes explicativas oriundas da fé,
Tampouco, garantem seguro bofé,
Porque se revestem com a cultura,
E não garantem uma certeza futura.
Dúvidas e incertezas se mesclam,
A tateios lúcidos que exclamam,
Pela síntese de um entendimento,
Que forneça um provisório alento.
Ciência e fé em caminhos distintos,
Complementam-se quais instintos,
Para melhor contemplar a criação,
E inserir-se na grandiosa interação.
Sobre a história de bilhões de anos,
Pairam mistérios de danos e planos,
Somente parcialmente conhecidos,
Dos fatos denegridos e esquecidos.
Tanta coisa surpreende na ciência,
E sobre mistérios paira a sapiência,
Que nem a dimensão da fé explica,
Mas que interpela para uma súplica.
Imersos nas incógnitas do universo,
Anelamos entender o rol multiverso,
Da vida que se recria e que
prolifera,
Apesar da pífia e devastadora guerra.
Visualizar plêiades de estrelas do
céu,
Não libera tanto ambicioso escarcéu,
Dos autoritarismos da ambição crassa,
Que estraga o grande jardim e a
praça.
Já tão carentes da capacidade de
fruir,
Afoitos humanos só querem progredir,
Denegrindo o mistério da vida
múltipla,
E, descambando para uma lida lúbrica.
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