quinta-feira, 28 de novembro de 2024

DEMOCRACIA DA ESPERTEZA

 

 

O ainda gracioso discurso democrático,

Abriga e sustenta um caminho errático,

E devora tradicionais meios de informar,

Para ocultar a astúcia de tudo reformar.

 

Vasta utilização de plataformas digitais,

Criou dois mundos antagônicos e rivais,

Pois todo insubmisso a altas pretensões,

É inimigo a merecer duras perseguições.

 

Disciplina e aparente rigor pela ordem,

Ocultam ampla e sorrateira desordem,

Do plano golpista de matar adversário,

Para assegurar-se no topo reacionário.

 

O bem fantasiado inimigo comunista,

Vira motivo para vasta ação integrista,

Que assegure alto status conquistado,

E submeta de modo cruel e requintado.

 

Alegada justiça social é a da vantagem,

Arbitrária para coroar a malandragem,

Que favorece somente os aliados fiéis,

Com vantagens arbitrárias para cartéis.

 

A quem promete lídimo apoio político,

Abre-se um caminho esotérico acrítico,

Para favores paternalistas e atrelados,

Aos já viciados mecanismos tutelados.

 

O segredo é a capacidade falsificável,

Com mentiras e veiculação execrável,

E invenção de rumor sensacionalista,

Para fofocar e barganhar a conquista.

 

Esvaziar este inferno da índole humana,

Prenhe com a vasta prepotência insana,

Requer fim da difusão do pérfido terror,

Com violência bruta de efeito aterrador.

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

NEGAÇÃO COM MENTIRA

 

 

Já não reina a ética da retidão,

Nem da honesta manifestação,

E a escola social da atualidade,

Enaltece mentira com vaidade.

 

Basta alguém afirmar um fato,

Que o entrevistador do relato,

Ouve o fautor da suposta ação,

E ele sempre ratifica a negação.

 

Escola lídima ensinando mentira,

Produz uma graciosa tranqueira,

Para uma presumida inocência,

Com apelo à mais reta decência.

 

Negam-se os fatos com ar altivo,

Para apelar a raciocino paliativo,

De clara e errônea interpretação,

Perante ordeira e ilibada atuação.

 

Mentira no ordinário do cotidiano,

Mesmo a desencadear vasto dano,

Vira belo ato pedagógico da mídia,

Com o exemplo da esperta perfídia.

 

Nesta educação a encurtar distância,

Verdade constitui uma irrelevância,

Diante duma mentira convincente,

Que recebe aprovação beneficente.

 

Mentira repetida ajuda a convencer,

Que malandragem leva a esvanecer,

Honesta índole de reta explicitação,

Pois importa encantar na insinuação.

EXTREMISMO RADICALIZADO

 

 

Do exemplo advindo de longe,

De hábitos que fazem monge,

Persuade-se para extremismo,

De pérfido e perverso cinismo:

 

Fanatismo pelo lobo solitário,

A praticar terrorismo sectário,

Gera uma emoção radicalizada,

Pela única medida preconizada.

 

Contra instituição democrática,

Vale qualquer medida errática,

Desde que o ditador da ordem,

Possa afirmar a sua desordem.

 

Encantamento anti-intitucional,

Favorece um clima emocional,

Para o firme e suposto reinado,

Que só aceita súdito resignado.

 

Falar mal de instituições vigentes,

Vira tática para ações insurgentes,

Viáveis ao propugnador mórbido,

Para impor seu interesse sórdido.

 

A velha tática de criar amoucos,

Para poder absoluto de poucos,

Legitima quaisquer mediações,

Para o alcance das conspirações.

 

Lobos solitários sem limite e eira,

Alcançam uma situação altaneira,

Com mídia que promove e insinua,

Para ação que toda ordem destrua.

 

Convincente escola da informação,

Legitima a mentira de justificação,

Que nega até fatos contundentes,

Para ludibriar amoucos ouvintes.

 

 

 

 

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

DEVOCIONALISMO PASSIVO

 

 

Na queda vertiginosa da prática religiosa,

Sobressai grande motivação vertiginosa,

Da devoção passiva, emocional e ineficaz,

Que apenas a sentimento subjetivo apraz.

 

Produz as preces simpáticas e românticas,

Que nada motivam para ações autênticas,

E sequer incomodam ambiciosos poderes,

Em seus audaciosos projetos de afazeres.

 

É movido por rezas distantes da caridade,

Sem vigor para ação de boa reciprocidade,

E longe da esperança de alguma novidade,

Que aponte algo novo para a humanidade.

 

Assim, fatos deprimentes de nossos dias,

Regados e ampliados por mídias bravias,

Produzem um amargo efeito da angústia,

Do pavor ante informações de moléstia.

 

Ao redor da devoção inepta e alienante,

Alarga-se economia adorada e diletante,

Que enfraquece os pobres enfraquecidos,

E idolatra vasto dinheiro de enriquecidos.

 

Neste horizonte dos predadores mundiais,

Os muitos crimes hediondos e excomunais,

Abafados, seguem gestando crise climática,

E se justificam na obsessão da lida errática.

 

Com mídia a ratificar os desejos mórbidos,

Conseguem alcance dos intentos sórdidos,

Aceleram o esgotamento do planeta Terra,

E se consideram abençoados na sua guerra.

 

 

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

OBSESSÃO POR POSSE

 

 

No vale-tudo pelo que uma pessoa quer,

Já não reina o respeito e limite qualquer,

Nem importam genuínas lidas humanas,

Ante as ambições ensinadas e doidivanas.

 

A pirâmide de valores mais consagrados,

Apresenta graduações e níveis pautados,

Do dinheiro que gera garantido prestígio,

Para alcançar o poder da fama e prodígio.

 

No topo elevado da escala ambicionada,

Brilha a venerada autoridade idolatrada,

Que inspira ação pedagógica-educadora,

Para que todos fitem esta luz redentora.

 

Títulos, cargos e nomes bem lembrados,

Trampolins para os delírios acalantados,

Gestam as políticas de guerra pela posse,

Para submeter e alcançar êxito precoce.

 

Pouco importa um quadro sócio-cultural,

Que valorize solidariedade macrossocial,

Porquanto o foco de vencer o adversário,

Estabelece o insubmisso como contrário.

 

Obsessão por posse elimina toda ternura,

E riqueza humana de lidar com brandura,

Pois visa o alcance de todo direito alheio,

Para o seu poderoso e esnobado gorjeio.

 

No vazio de relacionamentos respeitosos,

Pactos humanos gestam atos rancorosos,

Que roubam relações simples e generosas,

E impõem as guerras cruéis e desastrosas.

terça-feira, 22 de outubro de 2024

DOMINAÇÃO CULTURAL

 

 

Antigas guerras, como fenícias e espartanas,

Ampliaram-se nas táticas gregas e romanas,

Para submeter povos invadidos à sua crença,

E explorá-los economicamente na pertença.

 

O submetido, ao pensar ideia do dominador,

Submetia-se passivamente a jogo enganador,

E feito um fraco na reação à ordem mandante,

Adotava mentira de sonho para vida diletante.

 

Na dominação cultural de nossos tristes dias,

Canta-se a glória da intimidade em melodias,

Para que sonhem com estripulias nas camas,

E nem sequer percebam cibernéticas tramas.

 

Os já reduzidos e seletos ricos e poderosos,

Fazem da vida de aventureiros escabrosos,

Sonho dos pobres esmilingüidos e pacatos,

Para largo consumo de produtos caricatos.

 

Divulgam sobre o que interessa ao acúmulo,

Mesmo se leva mundão de pobre ao túmulo,

Asseguram amplo estilo de vida consumista,

Para garantir a ascensão rompante e elitista.

 

O recurso de maior resultado é o da mentira,

Repetida exaustivamente para pobre caipira,

Com insistente negacionismo para a facilidade,

Gera vida sem a ação para mudar a sociedade.

 

Assim, o capitalismo de rapinagem controlada,

Faz do capital financeiro a invasão desandada,

Para consagrar um tecnofeudalismo perverso,

Sem encontrar resistência no mundo disperso.

 

Sem resistência à espoliação de mato e terra,

O agronegócio envenena o planeta e prospera,

Porque os intelectuais a serviço dos hiper-ricos,

Ambicionam ficar por cima dos pobres nanicos.

 

 

 

terça-feira, 15 de outubro de 2024

PRAXES HABITUAIS

 

 

Múltiplos hábitos fazem bem à vida,

Oferecem-lhe amparo com guarida,

E dão o doce sabor da estabilidade,

Para se fruir a genuína identidade.

 

Sentado todo dia no mesmo lugar,

Diante da paisagem sem subjugar,

Contemplo o capricho da natureza,

Na sua demonstração de inteireza.

 

Sentar-se no mesmo lugar da mesa,

Servir-se com objetos de singeleza,

Lembram gestos simples e valiosos,

Dos doadores e apreços atenciosos.

 

Assim, café gostoso na velha xícara,

Remete a afeição sem falsa máscara,

E que na sintonia gera ritual festivo,

Que faz valioso o ato comemorativo.

 

Rituais diários advindos dos hábitos,

Sempre voltam a reativar os débitos,

De sentimentos gratos e bons gestos,

Para viver sem intrigas, nem doestos.

 

Sob a doença capitalista da produção,

Reina lida escrava da superprodução,

Que aumenta voracidade hiper-real,

E mata a dimensão simbólica ritual.

 

Sem ritualizações com simbologias,

Prevalecem as fanáticas apologias,

A focar poder e a sua precedência,

Venenos para a razão da existência.

 

Produzir muito para consumir mais,

Torna dias e eventos festivos iguais,

Na rotina obcecada pela felicidade,

De comprar e consumir à saciedade.

 

Hábito cotidiano e variados rituais,

Regam sentido da vida com sinais,

Para elevar na grandeza humana,

Preciosa cordialidade que irmana.

 

 

 

<center>FENÔMENOS CLIMÁTICOS</center>

  Cada vez mais seguidos e intensos, Causam mortes e pavores imensos, E tudo leva a crer que os culpados, São os humanos com atos er...