sábado, 18 de maio de 2019

NOVO TEMPO PARA TEMPOS NOVOS




O novo da antiga Babel,
Produziu o amargo fel,
De generalizada monta,
E de irredutível afronta.

Farto desentendimento,
Abafou qualquer alento,
E seu belo projeto social,
Virou confusão especial.

Nem a mesma linguagem,
Venceu larga arbitragem,
Demolidora de consenso,
Para o básico bom-senso.

Numa confusão de papéis,
Nem os almejados vergéis,
Gestaram unidade coletiva,
Para uma boa perspectiva.

Quando forças de maldade,
Dão o prumo da sociedade,
O básico respeito humano,
É engolido pelo desengano.

Na apocalíptica expectativa,
De uma inovada perspectiva,
Os céus sem maldosos mares,
Indicam humanos patamares.

Os mares de ondas ambiciosas,
Sugam solidariedades graciosas,
E estabelecem a farta confusão,
Que freia a humanitária efusão.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

MALUNGOS E RESMUNGOS




Nos mais variados ambientes,
Emergem falas descontentes,
Até em companheiros de lida,
Que propalam mágoa sentida.

Notícias cheias de resmungos,
Espalham-se como os fungos,
E alargam queixas lamuriosas,
Como auto-defesas imperiosas.

Súditos não suportam chefes,
E vivem criando novos blefes,
Com arbitrariedades espúrias,
Para realçar sofridas injúrias.

Mandantes soltam palavrões,
Contra as maldosas multidões,
Que já estariam manipuladas,
Pelas orientações desregradas.

Fanatizadas defesas amoucas,
Com vozes agressivas e roucas,
Ameaçam com poderes plenos,
Até ânimos pacatos e serenos.

Os filhos resmungam com ais,
Contra as ordens de seus pais,
E não aceitam regras vigentes,
E nem normas éticas decentes.

Políticos em nome da decência,
Vivem da larga improcedência,
Para organizar o avesso da fala,
Que tão ampla ordem propala.

Grupos religiosos enraivecidos,
Tentam convencer esmaecidos,
Com os poderes privilegiados,
E como os excelsos delegados.

Até a hermenêutica dos sabidos,
No brilho de saberes consabidos,
Virou uma ebulição resmungada,
Que a toda sociedade desagrada.




quarta-feira, 10 de abril de 2019

QUARTUS HOMINEM




Um lugar para tudo,
Múltiplo, sobretudo,
Centraliza toda lida,
Numa ânsia querida.

Lugar de intimidade,
 Gênese da bondade,
O recinto do quarto,
Virou nocivo e farto.

Refúgio para dormir,
Bom para se divertir,
Ali tudo é permitido,
E até bem escondido.

Sede do computador,
Para conexão da dor,
E compartilhamento,
Do sofrido desalento.

Ali, vícios depravados,
Vagueiam desandados,
Com toda pornografia,
Para uma triste porfia.

Reino do Deus prazer,
E altar de vasto lazer,
Derruba a vitalidade,
E devora a liberdade.

O deleite da solidão,
Engole toda retidão,
Atordoando a mente,
Sob o ideário doente.

O homem do quarto,
Em denegrido parto,
Gera uma depressão,
Da genuína condição.

Sem filtros atentos,
Os acontecimentos,
Espalham na mente,
A confusão doente.

Delírios e fantasias,
Consomem os dias,
No tédio aturdido,
Do rumo perdido.



quinta-feira, 4 de abril de 2019

TCHUTCHUCAS E PUTINHAS





Entre as jovens adolescentes,
Algumas meigas e atraentes,
Enchem de graça o encontro,
E inebriam mais que coentro.

Sabem explorar seu fascínio,
Com o mais astuto raciocínio,
E atraem sobre si os olhares,
Com ar de nobres patamares.

Mescla de pureza com astúcia,
Leva-as a uma refinada argúcia,
De explorar sonhos candentes,
E propiciar anelos padecentes.

Outras, caídas para a sedução,
Exibem-se à extrema exaustão,
Para oferecer por pouca coisa,
Seu corpo feito uma subcoisa.

Ocas de exuberância interior,
Explicitam o mundo inferior,
Da banalização do seu corpo,
E espaço do diabo-no-corpo.

Mandantes feitos tchutchuca,
Para seduzir elites da tchuca,
Prostituem-se com aparência,
E ostentam vasta indecência.

Prefiro tchutchucas discretas,
Com posturas sociais corretas,
Indicadores de mundos novos,
Para os tão explorados povos.

segunda-feira, 18 de março de 2019

CORUSCO DO OLHAR





Como é bom sentir-se afetado,
Por olhar reluzente e recatado,
Que da translúcida paz interior,
Reflete uma grandeza superior.

Nesta vitalidade tão fulgurante,
Rutila uma energia vitalizante,
A traçar caminhos para o amor,
Que curam feridas do desamor.

Qual a criança bem afeiçoada,
Em clima de atenção dobrada,
A segurança básica abre rumos,
Para ricos e prósperos aprumos.

O cultivo das boas virtualidades,
Transforma as tristes realidades,
Pela empatia do olhar atencioso,
Que antecipa frutuoso antegozo.

Se uma afeição consegue coruscar,
Mais do que ações de conspurcar,
Caberia promover a sua dignidade,
À boa organizadora da sociedade.

Os tantos desencontros arvoados,
Que ofuscam os ideais elevados,
Somente aumentam sofrimentos,
E escorraçam quaisquer alentos.

No olhar que transluz bondade,
Sempre aparece a boa claridade,
Que fulgura para límpido sentido,
E evade o sentimento deprimido.

domingo, 17 de março de 2019

FEIÇÕES ANIMADORAS





Quais olhares de crianças de colo,
A revelar num fito sua esperança,
Não se necessita de bom protocolo,
Para arrolar exuberante festança.

Quando a fé humana borbulha,
Em rosto translúcido que reflete,
 A vida interior em sutil fagulha,
Acende esperança que promete:

Alinhar a vida com a antecipação,
Da razão tão essencial ao sentido,
Transformar todo olhar da ação,
Para agir no ambiente denegrido.

Na elevação dos mundos sofridos,
Incorporam-se os afetos negados,
E recriam-se projetos preteridos,
Com sólidos e inusitados legados.

Sob o olhar que encanta e fascina,
A interioridade reporta a mundos,
Em que a emoção não discrimina,
Nem olhares sisudos e iracundos.

Simplesmente aponta a superação,
Mediante as inovações interiores,
Para que este mundo do coração,
Encante para alcances superiores.

Sob as inovadas formas do olhar,
Contagiam-se ambientes sofridos,
Que foram cegados pelo antolhar,
De fruir amor dos entes queridos.





sexta-feira, 1 de março de 2019

AVIDEZ E DESPERDÍCIO




Os desejos imoderados,
Largamente propalados,
Geram gana de ambição,
Com a pífia malversação.

Cobiça por mais coisas,
Não enche frias lousas,
Nem eleva a existência,
Na sua frágil carência.

Na voracidade ardente,
Torna-se mais evidente,
Que famélico acúmulo,
Fica aquém do túmulo.

Com tanta sofreguidão,
Uma enorme multidão,
Não atinge o patamar,
Da interação de amar.

A veemência famélica,
Da auto-defesa bélica,
Espolia alegria humana,
E muita dor  promana.

Na sede tão sequiosa,
Da ampliação radiosa,
O humano vira vulgar,
Sem elã de empolgar.

Feito lixo descartável,
Deixa de ser amável,
E rasteja sem projeto,
Sob um negativo afeto.




<center>O ANIMAL DO ÓDIO CRUEL</center>

  Altamente racional, ágil, e dominador, Na luta renhida do ativismo usurpador, Está o ser humano como hegemônico, Em seu estranho p...