sexta-feira, 25 de outubro de 2019

COMPETIÇÃO E BOA CONVIVÊNCIA




Quando a garra pela conquista,
Ocupa o centro sensacionalista,
Do supremo ideal de felicidade,
Ativa-se humana agressividade.

Vítima do impulso agressivo,
O psiquismo humano reativo,
Ajuda a lidar com frustrações,
Mas aumenta as competições.

Como energia dinâmica vital,
A garra de um efeito colossal,
Engole toda bondade e amor,
Para ampliar um vasto terror.

Sem grato desfrute amoroso,
O espaço do coração bondoso,
Ocupado pelo alvo possessivo,
Cria um mundo todo agressivo.

Os muitos riscos de ser objeto,
Produzem desencontro abjeto,
De violência em níveis variados,
Sem suprir o valor dos agrados.

Quando frustrados e agredidos,
Formam os bandos destemidos,
Ou quadrilhas cruéis e odiosas,
Matam com táticas horrorosas.




quinta-feira, 17 de outubro de 2019

MESQUINHOS ATORDOADOS




Ideologias, como interesses de grupos,
São manifestações culturais de apupos,
Que mobilizam opiniões simpatizantes,
Por alcance de vantagens demandantes.

Na mesquinhez de ambições precípuas,
Arrogam-se as falácias mais conspícuas,
Para defender uma cabal superioridade,
Sobre os múltiplos grupos da sociedade.

O favorecimento dos membros seletos,
Com regalias e direitos bem indiscretos,
Afronta todo o sentimento humanitário,
Na arrogância do argumento temerário.

Ensimesmada no vantajoso privilégio,
A ideologia defendida como sortilégio,
Deixa fanatizada vasta opinião pública,
Para identificar-se com a boa república.


Avessa a toda experiência da bondade,
Vê em tudo manifestação de maldade,
Para afigurar o único princípio do bem,
Que somente a muitos poucos convém.

Assim, azedam a vida com coisa pequena,
E todo o vasto e suposto serviço empena,
Porque todo particularismo de ambições,
Ilude uma nação com ilusórias aspirações.

Na governança tão precária e decorativa,
O subjetivismo engole a ação associativa,
Longe de promover a vital solidariedade,
Desmantela bons pendores da sociedade.




quarta-feira, 16 de outubro de 2019

ECO-ESPIRITUALIDADE




Sob o gosto das rezas intimistas,
Fervem sortilégios triunfalistas,
Mas, somem olhares amorosos,
E procedimentos esperançosos.

Cuidado, termo sumido da fala,
Do discurso que tanto propala,
Progresso e avanço ilimitado,
Acaba proliferando um enfado.

Na esperança do agir mágico,
De um Deus neste rol trágico,
Espera-se que mude o estrago,
Feito por um desumano frago.

Esqueceu-se da espiritualidade,
Imbricada com nossa realidade,
Biológica e também sociológica,
Numa inter-atuação pedagógica.

A espiritualidade sem ambiente,
Sem casa como lar compadecente,
Perde o vínculo com a Mãe-Terra,
E inserção na riqueza que encerra.

Sem o cuidado e devido respeito,
Este antropocentrismo no peito,
Centraliza o indivíduo no mundo,
E torna o entendimento iracundo.

Sumido todo relacionamento ético,
Conta apenas o ostensório estético,
Que, em nada valoriza a cooperação,
Mas, absolutiza a lei da competição.

Assim, a espiritualidade para o além,
Que ao nosso sistema tanto convém,
Não une e em nada reúne no cuidado,
E nem se abre ao diferente inusitado.

Produz fé intimista, nada acolhedora,
Que obcecada numa ação demolidora,
Quer ajuda divina com generosidade,
E desestabiliza o planeta à saciedade.


quinta-feira, 19 de setembro de 2019

MUNDOS SOBRANTES





Mundos culturais e subjetivos,
Constituem centrais lenitivos,
Para boas interações pessoais,
Neste mar de lidas impessoais.

Dependência vinculada a afeto,
Deixa tão frágil e nada discreto,
O vínculo da pertença a grupos,
Pois causam inúmeros apupos.

Na percepção tão causticante,
De sentir-se massa sobrante,
Fervem sentimentos variados,
Que causam  pruridos irados.

Ver-se na condição descartada,
Amplia o alarme em disparada,
De inconformismo com crueza,
Diante do sumiço da presteza.

A inquietude do fato adverso,
Revira todo o humor disperso,
Para culpar a maldade sentida,
E vingar a consternação ferida.

Aceitar perdas tão evidentes,
Com dissabores bem ingentes,
Induz ao namorisco da solidão,
Para ser parceira na desilusão.

Recomeçar tudo mais uma vez,
Sem nenhuma segura solidez,
É a sina do amargo rol da vida,
Que leva à glória enternecida.



quarta-feira, 18 de setembro de 2019

INCERTEZAS NO CAMINHO




Nem toda certeza e logística do caminho,
Assegura o amparo de um bom padrinho,
Para uma vida que se alarga e plenifica,
Com a virtualidade humana que edifica.

Como o vetusto conceito de sabedoria,
Já envolvia nobre função da pedagogia,
Para salientar o valor do discernimento,
Assim o bom-senso trás contentamento.

Não são as posses, a fama e a grandeza,
Que fazem da vida harmônica inteireza,
Mas a capacidade da síntese vivenciada,
Que leva à superação da lida desandada.

No cultivo obcecado de tantas ambições,
Sobressaem as multifacéticas frustrações,
Que ameaçam toda estabilidade humana,
E a induzem ao clima de demência insana.

Se políticas públicas focam as vantagens,
De particulares e interesseiras arangens,
Os já roubados e empobrecidos humanos,
Seguem descartados como lixos profanos.

Nesta guerra cruenta por sobrevivência,
Some toda a consternação e a decência,
E se anulam as tão frágeis mobilizações,
Por cordialidade de humanas condições.

No vasto, inseguro, e efêmero caminho,
O contingente humano que está sozinho,
Aponta cada dia mais o caminho do lixo,
Um rumo irremediável de mundo mixo.






sexta-feira, 30 de agosto de 2019

DESEJOS E PREFERÊNCIAS




O mundo das conversações,
Trai nossas boas aspirações,
Pois, prepara para a guerra,
E, tanta maldade que ferra.

Atrela desejos e preferências,
Para as visadas precedências,
Cruzando condição biológica,
Com uma cultura ideológica.

Na obstinação pelos desejos,
Não cabem atos benfazejos,
Pois, age pelo que dá gosto,
E supra o controle do oposto.

A desconfiança vira obsessiva,
E escancarada como excessiva,
Vive das labutas pelo controle,
Com os medos do descontrole.

Assim uma herança patriarcal,
Move a vida pelo rigor radical,
Pois compete e luta por poder,
E hierarquiza para não perder.

Na intensa elevação da guerra,
A justificação racional que ferra,
Visa o domínio sobre os outros,
Sem acolher os direitos doutros.

Nada deseja para a vida de paz,
Pois, emoção indica o que apraz,
E o torna intolerante e rigoroso,
Com a adversidade do seu gozo.



quinta-feira, 29 de agosto de 2019

BEM PESSOAL




Quando se deseja,
O algo que enseja,
E supra a vontade,
Cresce a maldade.

No centro do “eu”,
O fogo Prometeu,
É a minha vontade,
Pedindo saciedade.

Cego imediatismo,
Prenhe de cinismo,
Acumula projeções,
E insanos pelotões.

Farta prosperidade,
Ocupa sua vontade,
E substitui a divina,
Pela posse cretina.

Quer tudo imediato,
Com milagre barato,
Para mais conquistar,
E a barganha alastrar.

Visa muitos aplausos,
Preso em seus clausos;
Sem perceber o alheio,
Nem seu próprio meio.

Cego ao vasto clamor,
Não entende o amor,
Nem anseio do pobre,
Porque só vê o nobre.



<center>FENÔMENOS CLIMÁTICOS</center>

  Cada vez mais seguidos e intensos, Causam mortes e pavores imensos, E tudo leva a crer que os culpados, São os humanos com atos er...