quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

INTENCIONALIDADE MALDOSA




O casamento dos desejos desmedidos,
Com os astutos interesses aprendidos,
Gesta estes filhos da maldade cretina,
Que em todo ambiente a vida aturdina.

Educados para a astúcia da inteligência,
Beiram o limiar da falaciosa demência,
Para agir com má-fé e na falsa bondade,
E apropriar-se em prodigiosa saciedade.

Multiplicam-se como as viroses e pestes,
E conseguem burlar elementares testes,
Para assegurar privilégios conquistados,
E ampliar mais seus surrupiados legados.

Na contramão das regras estabelecidas,
Longe de emoções retas e enternecidas,
Amealham o alheio com sádico desfrute,
E iludem com afoiteza a quem os escute.

Ocupam lugares da honra e precedência,
Apesar da sua nojenta e vil indecência,
E vendem uma imagem do seu privilégio,
Como um invejável e desejado sortilégio.

Seus parâmetros de valor ético-moral,
São somente estes da vantagem fulcral,
Que em nada sente a dor do espoliado,
E nem o seu dia-a-dia de muito enfado.

Verdadeiros “espíritos maus” da vida,
Deixam a condição humana denegrida,
E lhe fecham a porta do sonho de paz,
Porque apenas acumulação lhes apraz.
















quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

ESTRANHOS MEDIADORES




Acima da média dos traidores,
Situam-se os ditos mediadores,
Que transformam a sua missão,
Em degradada procrastinação.

Vilipêndio com coisas sagradas,
Enrola-os em condutas ilibadas,
De meras aparências exteriores,
E disputa por cargos superiores.

Aparência rubricista nos rituais,
Em cenários de climas angelicais,
Permite encobrir vida desonesta,
                                          E escancarar repercussão funesta.

Na estranha adoração dos panos,
Enfeitados como bicos de tucanos,
Pregam discurso de agrado moral,
Como um sacro poder atemporal.

Marcados por vícios degradantes,
Tornam-se magníficos farsantes,
Para insinuar uma piedade santa,
Que ao público agrada e encanta.

Longe duma construção do Reino,
Seu modo de ação é belo treino,
Para alargar uma fala de agrados,
A simpatizar para todos os lados.

Nos itinerários da boa formação,
Esconderam a sua real intenção,
E na profissão da malandragem,
Encontraram favorável aragem.

Vivem as aparências simpáticas,
                                            Para ocultar as ações erráticas,
E viver numa vida principesca,
Sem horror da agrura dantesca.

Denigrem o nome dos honestos,
Agregados em pequenos restos,
Que agem cordatos na mediação,
Para Deus ajudar a humana ação.






sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

ANDAR COM A CAMA




Em meio a tanta gente que reclama,
Sob um olhar de que ninguém a ama,
Na submissão à consideração alheia,
Mendiga o carinho de quem a rodeia.

                                      Ser levado pelos outros nas andanças,
Além do enfado de pesarosas fianças,
Tende a produzir clima de indiferença,
Que agrava mais o quadro da doença.

Num gesto peculiar e único de Cristo,
O mendigo não recebeu mágico visto,
Mas um convite de andar com a cama,
Para pensar a vida como quem a ama.

A cama, como passado não integrado,
Geralmente deixa dependente legado,
De esperar que outros criem soluções,
Para as fixas e frustradas impressões.

Se uma atenção humanitária é valiosa,
Para persuadir uma inovação preciosa,
Não carece de ação pomposa e mágica,
Mas do rumo que muda a visão trágica.

A cura resultante do andar com a cama,
Integra paralisias de quem pouco ama,
E aumenta, lenta e progressivamente,
O bem-estar na organização da mente.

A margem da socialização paralisante,
É geradora do descarte marginalizante,
Mas, andar com a cama no rol da vida,
Dissemina a rica singeleza enternecida.







sábado, 12 de janeiro de 2019

ANIMAIS VINGATIVOS




Os animais políticos, religiosos e cultos,
Mais que os das matas e locais ocultos,
Notáveis pela crueldade de vinganças,
Acabam confirmando pífias lambanças.

Na prática de cegas e cruéis vinganças,
Dizem estabelecer o fim das vinganças,
Mas realimentam as reações de ódios,
E fazem das guerras os centrais pódios.

No autoproclamado direito de vingança,
Recria-se constantemente a rica fiança,
Para perpetuar violência sem tolerância,
E continuar ostentando aguda ignorância.

Se os animais fortes impõem submissão,
Os humanos elevam como nobre missão,
A matança e o extermínio do adversário,
Para ratificar a paz com o ótimo ideário.

No interminável ciclo vicioso da guerra,
A qualidade humana ainda mais emperra,
Os tão almejados direitos da convivência,
Para a superior difusão da benevolência.

Tantos sacrificados, culpados e eliminados,
Vítimas de declarantes mal intencionados,
Já poderiam despertar o bom-senso forte,
De outro nível para o humanizado aporte.

Instituição que se mostra forte na matança,
Não estabiliza razoável e digna governança,
Quando alastra e vulgariza defesa violenta,
Pois gera reação forte que contra ela atenta.





sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

IDEOLOGIA




Palavrinha tão mágica,
Cria a situação trágica,
E embate os adversários,
Mirados como salafrários.

Moldável como elástico,
Moldura motivo plástico,
Que ressignifica sentidos,
Contra inimigos presumidos.

Como estandarte de guerra,
Em mil sentidos que encerra,
É simbólica que tudo sataniza,
E que seu próprio desejo valoriza.

Complexa mais que seu conceito,
Exige devotado e venerado respeito,
Para legitimar direito de grupos afins,
Que mascaram interesses pelos confins.

Como conjunto estruturado de ideais,
Legitima perspectivas de segmentos sociais,
Para impor visões de mundo e de sociedade,
Que reproduzam um ideário de prosperidade.

Na obstinação de interesses bem direcionados,
Sobram motivos para atacar inimigos indesejados,
E demonizá-los como causa dos os males possíveis,
Para implantar o domínio ocultar ambições irascíveis.




quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

SIMPLESMENTE HUMANO




Ante a gana de anseios infinitos,
Por vitórias e domínios benditos,
Para acumular bens aos montes,
Somem os humanos horizontes.

Colocar-se a serviço é desumano,
Pois significa viver um desengano,
Que não mergulha na ostentação,
Da tão disseminada capitalização.

Aparente fracasso da compaixão,
E sua desconsiderada aceitação,
Eleva o ar que odeia clemência,
E despreza básica complacência.

Humilhar-se para poder servir,
Ultrapassa o desvio do porvir,
Porque abriria rumo possível,
Da condição humana indizível.

Quando tanto trela enganadora,
Desvia a providência redentora,
Ainda resta nesga esperançosa,
De dedicação mais prestimosa.

À vereda do Estado endeusado,
Cabe a ocasião de novo legado,
De confirmar-se como serviço,
E de redimir-se do seu enguiço.






O NOME DE BATISMO




A condecoração do nome,
Que envolveu de renome,
A condição da existência,
Reativa a benemerência.

O nome que me foi dado,
Bem mais que um agrado,
Indicou a aposta de valor,
No meu genuíno pendor.

Foi o compromisso forte,
A engendrar rico aporte,
Para um aprumo na vida,
Com cordialidade na lida.

Longe de mágica tradição,
Ou medrosa superstição,
O rito festivo e religioso,
Moveu mundo auspicioso.

Fora da convenção social,
Havia um motivo especial,
De celebrar a existência,
Para indelével potência:

De abrir o céu sem magia,
Com a senha de justa via,
Para relações edificantes,
Com gestos santificantes.

Sem convenções sociais,
De padrinhos ovacionais,
O batismo do nome dado,
Apostou num bom legado.



<center>FENÔMENOS CLIMÁTICOS</center>

  Cada vez mais seguidos e intensos, Causam mortes e pavores imensos, E tudo leva a crer que os culpados, São os humanos com atos er...