terça-feira, 30 de dezembro de 2025

HOMO IMUNDUS

 

 

Com tantos traços salientes,

Dos bons aos improcedentes,

Cabe realçar o homem sujo,

Poderoso, metido a dito cujo.

 

Não está sujo de poeira e suor,

Mas sujo como o sofista maior,

Por ser um multiplicador de fala,

Mentiroso em propalada escala.

 

Discursa em tom grave e solene,

Como a voz da verdade perene,

Mas, a fala altamente ambígua,

Não passa de invasão de nígua.

 

Sorrateiro bicho de pé invasivo,

Na coceira do manejo intrusivo,

Disfarça na sua postura de ovos,

E garante outros imundos novos.

 

Adora os espaços ermos e secos,

Para dar os moralistas petelecos,

De apelar ao que está fora da lei,

Para submeter sua dominada grei.

 

Ludibria com elogios bajuladores,

E assegura nos lucros superiores,

A velha tática da imundície moral,

Para sociedade injusta e desigual.

 

Do sangue sorvido na exploração,

Com inaudito sofrimento em vão,

Transparece mundo contraditório,

Do seu ilusório combate ao ódio.

 

Movido mais pela guerra e conflito,

Que pela paz, e mundo sem atrito,

Sonha com a capacidade sedutora,

Por espera passiva, nada inovadora.

 

Sujo, mas com colarinho bem limpo,

Assegura o superior e nobre olimpo,

Do político populista das promessas,

Que esquece endereço das remessas.

 

ANO NOVO

 


Sob festivo rito de passagem,

Enseja-se a psíquica aragem,

De focar olho retrospectivo,

Para reativar o grato lenitivo.

 

Na memória tão bajuladora,

Sobressai razão consoladora,

De que nem tudo foi perdido,

No rol de tanto fato aturdido.

 

A gentileza com o falso mimo,

Salienta algum foco de arrimo,

Para sugerir a grata superação,

De muito conflito na interação.

 

Se o bom propósito algo ajuda,

Geralmente, quase nada muda,

Porque logo se evade do painel,

Do possível para o novo vergel.

 

A rotina da afeição à mesmice,

Sabe convencer com a sandice,

Que o mudar requer sacrifício,

Penoso e difícil para benefício.

 

Quando algo ínfimo é penoso,

Para mudar ambiente danoso,

A auto-condescendência suave,

Já aciona a automática chave:

 

Adiar toda possível iniciativa,

Reagir ante eventual invectiva,

Para que hábito reine todo dia,

E tudo protele para a nova via.

 

Adeus declarado ao ano velho,

Não limpa imagem do espelho,

Nem a memória do deletério,

Para encetar um novo critério.

 

Toda mudança, difícil e penosa,

Requer uma motivação rigorosa,

A ser cultivada por longo tempo,

Sem ceder para o contra-tempo.

 

Na tendência comum e normal,

Carrega-se pesada mala tutorial,

De mecanismos de ajustamento,

Que ditam rotina de sentimento.

 

Celebrado o ritual da passagem,

Com festas e muita mensagem,

Emerge o rol diuturno da dureza,

Para equilibrar a vida com leveza.

 

Imprevistos a bloquear desejos,

Ofuscam propósito de bosquejos,

E requerem a teimosa relutância,

Para realizar sonho na constância.

 

O objetivo ante o novo desejado,

Requer o empenho aprimorado,

Com ajuda da memória passada,

Para discernir renovação visada.

 

Um realismo efetivo dos sonhos,

Revela tantos, apenas bisonhos,

Do imagético ritual de passagem,

Sem memória para nova imagem.

 

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 28 de dezembro de 2025

MANECO PROPÍCIO ENCANTADO COM O SISTEMA

 


No clima de esplendor e glória,

Não gosta do valor da memória,

Mas, adora pesado compressor,

A triturar no sistema opressor.

 

Encaixa a política com ideologia,

Para militarizar com tecnologia,

E espoliar, segundo os desejos,

Para alcançar afamados ensejos.

 

Já insensível aos bilhões de anos,

Que a Terra ofereceu a humanos,

Endossa a sua destruição rápida,

Em voracidade doentia e insápida.

 

Até sob a suicida rota destruidora,

Da hiper-colonização devastadora,

Maneco só vê a razão e progresso,

Fora dum democratizado processo.

 

Avalia Estado pelo olho neoliberal,

Empenha-se em dedicação integral,

Para a desconsideração do Estado,

Pois, intervêm para seu desagrado.

 

Deveria deixar a riqueza fluir solta,

À iniciativa privada na reviravolta,

Sem democracia de bons direitos,

Para os fracos e frouxos sujeitos.

 

Importa mais tecno-autoritarismo,

Escorado por eficiente militarismo,

Para sugar o resto dos bens do solo,

E com eles morrer no bom consolo.

 

Como a morte inevitável e iminente,

Poderá deixar pouco remanescente,

Evade-se quem é esperto e rápido,

Para iludir com um projeto estúpido.

sábado, 27 de dezembro de 2025

O MANECO PROPÍCIO

 


Homem afeiçoado a bulício,

Sinaliza sintomático indício,

Dum declínio da sua função,

Por favorecer sua interseção.

 

Símbolo do homem público,

Desempenha papel cômico,

Na lida moral da sua razão,

Mas, feito o dono da função.

 

Manda e vota na noite escura,

Na hora avançada da diabrura,

Para anistiar colegas infratores,

E agradar grupos exploradores.

 

Fruto da intimidade solipsista,

Longe da consciência altruísta,

Situa-se entre seus similares,

A desfrutar dos mesmos ares.

 

Empreendedorismo autoritário,

Preenche o seu gosto salafrário,

Pois, a democracia estabelecida,

Não enseja a vantajosa guarida.

 

Propício para a ampla corrupção,

Não liga para honesta reputação,

Porque atual queda ético-moral,

Oferece larga liberdade cultural.

 

Sabe justificar os males públicos,

Fenômenos impessoais abúlicos,

Para focar desejo de condomínio,

Alinhado ao seu mórbido fascínio.

 

Mesmo representando o Estado,

Fita seus olhos para o outro lado:

Salvar o investimento particular,

E com ele, muito dinheiro lucrar.

 

Homem de fé no seu condomínio,

Domestica apelo ao seu raciocínio,

De não dar espaço para estranhos,

E nem ver seus visados arreganhos.

 

Pouco lhe importa a fraternidade,

Muito agrada fratricídio à vontade,

No cultivo da aversão à aporofobia,

Da sua rígida e neoliberal filosofia.

 

Muito mais que ampliar cidadania,

Protege seu grupo com a maestria,

Para que os muros de condomínios,

Protejam os ricos e seus domínios.

 

Fascinado com o poder autoritário,

Do compadrio do serviço ordinário,

Importa-se essencialmente consigo,

Para ficar muito distante de inimigo.

 

Manipula os fatos para a persuasão,

De que seu serviço constitui solução,

Com um reacionarismo de ditadura,

Contra hodierno estado de amargura.

 

Aprendeu a dissimular sua covardia,

E vê violência armada com nostalgia,

Para estabelecer progresso e ordem,

Num pressuposto caos da desordem.

 

Alegre com cadáveres amontoados,

Justifica violência de bons soldados,

Como ato de proteção a indefesos,

Para deixá-los bem seguros e ilesos.

 

O empreendedorismo do particular,

Para acumulação egóica e singular,

Sem nada para o Estado e o pobre,

Porém, tudo quer para elite nobre.

 

Uma identidade comum e coletiva,

Abriria risco para a dura invectiva,

De socialização dos lucros obtidos,

Para incontáveis vadios e excluídos.

 

Os meios, para bulimia de poucos,

Requerem anorexia de amoucos,

Que oferendem votos preciosos,

Para ficarem distantes e ociosos.

 

Almeja apenas grandes negócios,

E proeminência dos agronegócios,

Neste limbo sem arbitrariedades,

Das protegidas e ricas sociedades.

 

Longe de favorecer a diversidade,

Deseja só monocrática sociedade,

Norteada por avanço tecnológico,

E aquele jeitinho todo fisiológico.

 

Toda barbárie no meio do povão,

Difundida e propalada à exaustão,

Justifica utilização de arma bélica,

Ante comunista ação psicodélica.

 

Adora usar a palavra “terrorista”,

Como o pior inimigo anarquista,

A ser perseguido e, destroçado,

Sem deixar rastro do seu legado.

 

 

 

 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

DESLOCADOS

 


No coração de bela cidade,

Escuto vozes na saciedade,

Língua, de outro ambiente,

Sob tolerância indiferente.

 

Deslocados de sua cultura,

Vivem em teimosa agrura,

Para sobreviver adaptados,

Nos espaços aglomerados.

 

Deixaram história para trás,

Solução dum contexto fugaz,

Sem dia prevista de retorno,

Ante a violência do entorno.

 

Sem o espaço humanizador,

Da origem do seu pundonor,

Tentam captar luz e direção,

A apontar efetiva redenção.

 

Enquanto natal de ricos reis,

Força deslocamento de greis,

Insensível a morto e fugitivo,

Deixa esperança sem lenitivo.

 

Facilidade de negar direitos,

Para acumular ricos preitos,

Faz do Natal a contradição,

Da lei da humana condição.

 

Se nem Herodes e Jerusalém,

Acolheram o pobre de Belém,

A sua mensagem hospitaleira,

Continua a ser jogada na eira.

 

Prefere-se a violência diária,

Pautada na ação temerária,

Para muitos bens acumular,

Sem obrigação de partilhar.

 

Com tanto solo no planeta,

Sob tanto cano de baioneta,

O deslocado fica amontoado,

Em espaço bem inadequado.

 

Resiste com a fala da origem,

Sem ampliar a sua vantagem,

Para o ambiente hospitaleiro,

Neste lugar apenas passageiro.

 

Como a velha história violenta,

A sua genuína espera sedenta,

Faz dele fugitivo perambulante,

Neste rico centro mirabolante.

 

Acantonado na pobre margem,

Vai ao centro da contramargem,

Para manifestar a sua existência,

De pobre no meio da opulência.

 

É deste lugar que brota clamor,

Por condição humana de fervor,

Onde a vida é bem mais valiosa,

Que etiqueta da riqueza gloriosa.

 

 

 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

PRESÉPIO DO RÓSEO MENINO

 


Cantava-se que, feito de luz,

Nascimento do menino Jesus,

O lírio, precipuamente divino,

Na noite escura estalou supino.

 

O presépio da arte medieval,

Produziu um imaginário legal,

De um parto divino e indolor,

Sem a angústia, sangue ou dor.

 

O cenário ascéptico de pureza,

Mesmo sem banho de limpeza,

Naquele estábulo todo divino,

Gerou o angélico Jesus menino.

 

Sem angústia ou insegurança,

Maria e José na sua andança,

Distantes do seu pobre lugar,

Viram o estábulo para pousar.

 

Sem o banho de fino chuveiro,

Cordialidade de ar hospitaleiro,

Nem alvos panos esterilizados,

Ali estavam para ser utilizados.

 

A feição sorridente do menino,

Oculta dor do inseguro destino,

E sangue de um parto humano,

Na dor da mãe num rol tirano.

 

Sob trágico exercício do poder,

Suposto parto divino sem doer,

Romantizado numa estrebaria,

Eximia traço humano de Maria.

 

Após concepção, logo ajoelhada,

Estava ela em atitude aquilatada,

Adorando faceira o seu menino,

Pleno para o inusitado destino.

 

Um parto de fantasia masculina,

Tirou de Maria marca feminina,

E lhe auferiu a outra natureza,

Da plena virgindade de pureza.

 

Nas mães impuras e pecadoras,

Grávidas de esperas promissoras,

Sobrou somente frieza machista,

De relativizar aquela dor idealista.

 

Pastores relegados da sociedade,

Reconhecerem naquela realidade,

Lugar predileto da ação bondosa,

Que Deus indicava como vigorosa:

 

Não a dos palácios e dos poderes,

Nem o das honras e seus afazeres,

Porém, o da pequenez humana,

Da qual a bondade se promana.

 

Agir de Deus de baixo para cima,

Inverte o poder a reger por cima,

Que domina e subjuga os fracos,

Com a sua triste sina de velhacos.

 

 

 

 

NATAL CATÓLICO CONSUMISTA

 

 

Apropriação festiva profana,

Da vetusta cultura romana,

Adoradora do sol iluminador,

Via a luz no escuro aterrador.

 

Troca dos muitos presentes,

No clima de festas contentes,

Sob a iluminação irradiadora,

Criava a festança animadora.

 

Cristãos incorporaram a festa,

Do alegre encanto por seresta,

Para celebrar o belo sol invicto,

E lembrar o religioso veredicto:

 

Importava luz do sol da justiça,

A substituir comilança e cobiça,

Para uma memória libertadora,

Do Cristo Jesus, tão redentora.

 

A inversão dos apegos materiais,

Para climas familiares e cordiais,

Estimulava a boa ação solidária,

Com a generosidade voluntária.

 

A imagem do bispo São Nicolau,

Modelo contrário ao escambau,

Apontava para doação gratuita,

Diante da necessidade fortuita.

 

A ação da colonização europeia,

Recapturou a romana odisseia,

Substituiu a simbologia católica,

Pela consumista festa bucólica.

 

Sem o presépio humilde e pobre,

Entronizou-se festa de rico nobre,

E popularizou-se um consumismo,

A enaltecer o propalado otimismo.

 

Como maior festa impulsionadora,

Da economia de ação motivadora,

Importa o Papai Noel, de presente,

No lugar de São Nicolau clemente.

 

Novamente uma grande festa civil,

Duma adaptação do religioso perfil,

Enaltece mais uma árvore natalina,

Que o presépio de bondade divina.

 

Dias de restrito caráter religioso,

Enlevam a alegria com farto gozo,

Da festa do consumo extremado,

Longe do cristão e religioso legado.

 

 

 

 

sábado, 20 de dezembro de 2025

O JUSTO E O ANJO

 



Tanto sonho consumista de natal,

Desperta uma insaciedade abissal,

Para limpeza, fartura e aparência,

Longe de ternura e benemerência.

 

Muita mesa farta com pouco afeto,

Belo celular novo, bom e predileto,

E fartura de brinquedos e de doces,

Não despertam reza de Pai Nossos.

 

O alardeado Papai-Noel sem Jesus,

O da pouca bênção que tanto reluz,

Atrela a um obstinado consumismo,

Na festa perigosa de muito cinismo.

 

Estimula mais a guerra que ternura,

E esnobação da superioridade pura;

Valoriza boa aparência e bajulação,

Sem uma sensibilidade no coração.

 

Muito pinheiro colorido e piscante,

Sem a histórica memória andante,

Já não move a sentir Deus conosco,

Na lida deste mundo escuro e tosco.

 

Agitação e pouco alimento saudável,

Ostentação rica e pouca ação afável,

Endeusa uma ambição sem partilha,

E enseja o Natal, festa que humilha.

 

Como Isaías, perante fracasso geral,

Sugeriu a Acaz, aquele rei irracional,

Obstinado pela guerra e destruição,

Que acolhesse Deus em seu coração.

 

Boa vizinhança e negociação por paz,

Melhor que aliança traiçoeira e voraz,

Pautaria um direito à vida dos pobres,

Já espoliados por uma elite de nobres.

 

Isaías sonhou com gravidez da esposa,

Do teimoso Acaz, velha e astuta raposa,

Para que o seu filho viesse a governar,

Com a sensatez e bom-senso a brilhar.

 

Virgindade desprezada como castigo,

Gerou Sedecias sem ver tanto inimigo,

Mas, frustrou reais anseios populares,

Nada favorecidos em seus clamores.

 

Séculos mais tarde, a virgem pobre,

Uma vitimada pela condição nobre,

Diminuída por não ter muitos filhos,

Engravidou longe de nobres castilhos.

 

Sem os destaques oficiais e narrativos,

Nem a segurança de recursos lenitivos,

José e Maria, entre dúvidas e pavores,

Encontraram rumo de outros valores.

 

Nas crises da noite escura e sombria,

José encontrou o anjo de sabedoria,

Que ajudou a esvaziá-lo de si mesmo,

Para não procurar um rumo no esmo.

 

O anjo que ajudou no discernimento,

Longe do desconfortável sentimento,

Fez José intuir, para além da dúvida,

Que melhor seria respeitosa investida.

 

José configura tipo ideal do discípulo,

Que, acusado por seguir o nazareno,

E culpado pela oficialidade mandante,

Da queda de religiosa tradição reinante.

 

Tanto deslocado, anônimo e silenciado,

Sonha tudo abandonar, bem atordoado,

Mas, quando chega a ouvir voz de anjo,

Renova a sua vida para um novo arranjo.

 

Mais do que viver para matar e morrer,

Deus ativa no pobre uma razão de viver,

Favorável à partilha solidária de sentido,

Ante noites escuras dum ódio embutido.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

CLIMA NATALINO

 



Feito todo asséptico e divino,

Não remete a pobre menino,

Sob o império cruel e hostil,

Em noite escura, sem brasil.

 

Nascer numa terra ocupada,

Na eira vulnerável e forçada,

Longe da casa e da assepsia,

Não combina com a fantasia.

 

Idealizou-se, evento sem dor,

Da Maria divinizada, superior,

Que pariu a criança angelical,

Sem sangue e o risco fulcral.

 

Imagética de muita serenidade,

Fantasiosa daquela natividade,

Escondeu suor, medo e pavor,

Para agraciar o divino salvador.

 

O idealizado sonho do império,

Da mulher quieta sem vitupério,

Teve seu parto distante da dor,

Na leveza alegre do pundonor.

  

Assim a imagética do presépio,

Aponta parto indolor sem sépio,

Da mulher que ejetou seu filho,

E, já ajoelhada, fitou seu brilho.

 

Na imagem irreal de santidade,

Maria, negada sua humanidade,

Esconde o ambiente e a história,

Do parto de uma triste memória.

 

Tão romântico, angelical e divino,

Sem aflição de sofrido peregrino,

O parto enseja festa triunfalista,

Da divina mulher que conquista.

 

Humilde, se submete a poderoso,

Em nada subverte ato orgulhoso,

Sem o Magnificat da pedagogia,

Do Deus a agir contra hipocrisia.

 

Longe de constituir boa notícia,

Diante daquela reinante malícia,

O nascimento do Cristo ocorreu,

Na dor ansiosa do espaço judeu:

 

Sob intenso anelo de libertação,

Da incerteza com muita tensão,

Ninguém ousaria sob esperança,

Admitir Deus na pobre bonança.

 

A luz que brilhou naquela Belém,

Revolucionária para todo refém,

Indicava esperança para periferia,

Pois, Deus do lado do peregrino,

Não era um hegemônico sovino.

 

Hoje, o alardeado clima natalino,

Esquece o humano parto e o tino,

Da dor que se move na esperança,

Para mundo sem tanta desavença.

<center>GUERRA POR PODER</center>

    Desejo de exercer influência, Sobre uma vasta congruência, Transforma relações afetivas, Em odiosa luta de invectivas.   N...