sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Canção velha>



Na midiática sedução de nossos dias,
Inflamada pelas intimistas melodias,
Discursos categóricos e infantilistas,
Ecoam com modos sensacionalistas.

Em nada importa a injusta condição,
Mas uma preremptória observação,
De submeter aos rigorosos ditames,
Para ampliar os interesses infames.

Apela-se para as obras faraônicas,
Que exigem doações astronômicas,
Regulares, contínuas e constantes,
Para enaltecer afoitos mandantes.

Cantigas lentas e bem lamuriosas,
Apontam as nostalgias fantasiosas,
De mudanças fáceis e imediatistas,
Somente com piedades intimistas.

Ignora-se a coletiva ação serviçal,
E levam-se as pessoas pelo buçal,
Para um fascínio fundamentalista,
Que não aponta para a conquista.






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