segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Morte



Não desejada e nem esperada,
Mesmo ao aparecer evidente,
Feriu o âmago de quem sente,
A evidência, como inesperada.

Se por um lado aviva a grandeza,
Da vida, vivida com rica presteza,
Desperta por outro a contradição,
Da linguagem sem nenhuma ação.

Na expectativa da transcendência,
E da escatológica benemerência,
Resta esperar do rol da plenitude,
A valorização da diuturna virtude.

Nos enternecidos fala a rica memória,
De longa vida sem nenhuma vanglória,
Mas que na simplicidade tão atenciosa,
Soube mostrar-se altamente prestimosa.

Na esperança de que o grilhão da morte,
Não tenha causticado o humano aporte,
De transcender a contingente fragilidade,
Resta esperar feliz e dinâmica eternidade.



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