sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Ação do maligno



Na religião, um caminho de prosperidade,
Vive a tentação de atribuir toda maldade,
Ao maligno que anda solto para erradicar,
Tudo quanto os bons fiéis possam praticar.

O apelo facilita a passividade dependente,
E exime das culpas todo e qualquer crente,
Pois, quaisquer atos perversos perpetrados,
São atribuídos a diabólicos atos praticados.

Se o maligno com tantos nomes e apelidos,
Nem precisa receber os insistentes pedidos,
Para agir livremente com ações diabólicas,
Inócuos seriam os fitos de metas simbólicas.

Como estragador das coisas santas dos céus,
O diabo no poder similar ao fazer todos réus,
Teria o pleno poder e capacidade de destruir,
Tudo quanto uma fé religiosa permite usufruir.

Na contraditória alegação de poderes maléficos,
Apela-se à oração com os seus poderes benéficos,
Para rechaçar atos do maldoso e pérfido chifrudo,
Mas o poder de induzir os fiéis fica acima de tudo.

Esquecida fica a contingência da maldade humana,
E da perversa educação cultivada que dela promana,
A causar tantos dissabores, perdas e tristes fracassos,
Bem aquém da suposição de diabólicos atos crassos.





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