quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Preconceito



O desrespeito às diferenças,
Vai além das nobres crenças,
E supera radicais rotulações,
Para engendrar conspirações.

As perversas são declaradas,
Não por palavras execradas,
Mas pelo ferir do simbólico,
Denegrido com ar diabólico.

Na trama sob as aparências,
Organizam-se maledicências,
Que ferem uma identidade,
Com uma perversa maldade.

Uma vez denegrida a imagem,
Sob uma disfarçada roupagem,
Torna-se fácil o ato de exclusão,
Com silencio da quieta profusão.

A chance da vítima discriminada,
É esmaecida na imagem rotulada,
Que a torna inoperante na reação,
E a pressiona para nova migração.



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