quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Palavra



Palavra dada,
 Tão negada,
Distorcida,
E aguerrida.

Carrega vida,
Despista lida,
Leva à morte,
Sem suporte.

Gesta o nascer,
E faz perecer,
Tão humana,
E tão sacana.

Porta desejos,
Suporta ejos,
Cria mundos,
E iracundos.

Pode ser luz,
Muito seduz:
De bondade,
E  lealdade.

Leva a verdade,
E, na maldade,
Sabe confundir,
E muito agredir.

Gera relações,
Com emoções,
E sabe ocultar,
Quanto matar.

Aponta sentidos,
Aos ressentidos;
Cria esperanças,
E temperanças.

Recria existência,
Da benevolência;
Eleva à plenitude,
A frágil finitude.


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