Mais do que as inúmeras pestes,
Atribuídas às vinganças celestes,
Existe a da procedência humana,
Que supera todas na ação insana.
Empenhos e combates às viroses,
Não atuam sobre metamorfoses,
Da doença altamente contagiosa:
O ódio da mente humana raivosa.
Espalha-se mais do que pelos ares,
Em redes sociais a entrar nos lares,
E ocupa o cérebro, por excelência,
Para dali irradiar sua maleficência.
Ódio gestado pela mente humana,
Produz a morte horrenda e insana,
Nos seres desprezados e negados,
Pelos psicopatas paranoicos irados.
O eco letal do ódio, alia-se à peste,
Da mentira, para conluio cafajeste,
E convence a larga opinião pública,
Para tolerar a maldosa ação bélica.
Grandes e monstruosos genocídios,
Procedimentos oriundos dos ódios,
E incubados nas mentes mórbidas,
Sugestionam para guerras sórdidas.
Nesta virose da degradação cerebral,
Autocratas cegos pelo poder bestial,
Perdem básica capacidade de audição,
Carcomem o bom-senso e boa emoção.
A virose do ódio gosta de
instalar-se,
Em mísseis e foguetes a propalar-se,
Para explodir os humanos pelos ares,
E espalhar mentiras dentro dos lares.
Faz-se urgente descobrir o antídoto,
Para reabsorção dum senso remoto,
Que desvie obsessão sádica de morte,
A desgraça triste para humana sorte.